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As 10 BRs mais perigosas do Brasil: PRF aponta as estradas com mais acidentes e riscos no país

Publicado em 28/08/2025 às 20:32
Descubra quais são as estradas mais perigosas do Brasil em 2025 segundo dados oficiais da Polícia Rodoviária Federal. Veja o ranking das 10 rodovias mais críticas, entenda os riscos de cada uma e como o tráfego intenso, a falta de infraestrutura e o clima contribuem para os acidentes. Fonte: gerado por Inteligência Artificial
Descubra quais são as estradas mais perigosas do Brasil em 2025 segundo dados oficiais da Polícia Rodoviária Federal. Veja o ranking das 10 rodovias mais críticas, entenda os riscos de cada uma e como o tráfego intenso, a falta de infraestrutura e o clima contribuem para os acidentes. Fonte: gerado por Inteligência Artificial
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Descubra quais são as estradas mais perigosas do Brasil em 2025 segundo dados oficiais da Polícia Rodoviária Federal. Veja o ranking das 10 rodovias mais críticas, entenda os riscos de cada uma e como o tráfego intenso, a falta de infraestrutura e o clima contribuem para os acidentes.

Viajar de carro pelo Brasil é uma experiência que mistura belezas naturais e diversidade cultural. No entanto, essa jornada também revela um lado preocupante: muitas rodovias ainda são consideradas críticas, com altos índices de acidentes graves e mortes.

De acordo com o Anuário 2024 da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e levantamentos da Confederação Nacional do Transporte (CNT), várias estradas federais lideram as estatísticas de ocorrências, seja pela má conservação, pelas condições climáticas ou pelo grande volume de veículos.

Essas características fazem com que algumas dessas vias sejam constantemente listadas entre as estradas mais perigosas do Brasil, representando um desafio diário para motoristas de automóveis, ônibus e caminhões.

Ranking das estradas mais perigosas do Brasil

BR-381 (Minas Gerais – Rodovia da Morte)

A BR-381 é uma das mais citadas quando o assunto é risco. Apelidada de “Rodovia da Morte”, ela liga Belo Horizonte a Governador Valadares e também conecta São Paulo à capital mineira por meio do trecho Fernão Dias.

O tráfego intenso, as curvas fechadas e os aclives constantes tornam a condução perigosa. Estima-se que cerca de 25 mil veículos passem por ela todos os dias, boa parte caminhões de carga.

Os registros de colisões frontais e saídas de pista explicam por que esse trecho mineiro aparece com frequência nos relatórios da PRF como um dos mais letais.

BR-101 (Santa Catarina – Morro dos Cavalos)

A BR-101 é uma das rodovias mais movimentadas do país, especialmente no trecho conhecido como Morro dos Cavalos, em Santa Catarina.

Ali, o fluxo chega a ultrapassar 390 mil veículos em feriados prolongados, mas mesmo em dias comuns o movimento é alto.

As encostas instáveis e sujeitas a deslizamentos tornam a viagem ainda mais arriscada. Em abril de 2024, por exemplo, um desmoronamento paralisou completamente o trânsito por mais de 50 horas.

A situação evidenciou a fragilidade da infraestrutura em uma região estratégica para o turismo e a logística catarinense.

BR-116 (São Paulo–Paraná – Régis Bittencourt)

A BR-116, conhecida como Régis Bittencourt, é vital para conectar São Paulo a Curitiba e ao Rio Grande do Sul. No entanto, o trecho da Serra do Cafezal é lembrado pela quantidade de acidentes fatais.

Mesmo após obras de duplicação, a rodovia continua desafiadora. Curvas acentuadas, neblina constante e o tráfego diário de cerca de 127 mil veículos, em sua maioria caminhões, tornam o percurso de alto risco. Áreas de escape são acionadas com frequência, evitando tragédias ainda maiores.

BR-040 (Rio de Janeiro–Brasília)

Ligando a capital federal ao Rio de Janeiro, a BR-040 é estratégica, mas apresenta problemas graves. O trecho da Serra de Petrópolis, por exemplo, possui curvas fechadas e risco permanente de deslizamentos.

Embora projetos de duplicação tenham sido anunciados, muitos estão paralisados, deixando a rodovia vulnerável. A cada ano, novos acidentes graves são registrados, reforçando sua presença no ranking das estradas mais perigosas do Brasil.

BR-153 (Transbrasiliana)

A BR-153, também conhecida como Transbrasiliana, cruza o país do Tocantins ao Rio Grande do Sul. É essencial para o transporte de cargas, mas seu traçado de pista simples em boa parte da extensão aumenta os riscos.

Os dados da PRF de 2024 mostram que a rodovia está entre as que mais registraram mortes. Colisões frontais em ultrapassagens mal calculadas são comuns, o que obriga autoridades a reforçar a fiscalização constantemente.

BR-163 (Mato Grosso–Mato Grosso do Sul–Pará)

A BR-163 é um dos principais corredores logísticos do agronegócio. Caminhões que transportam grãos em direção ao porto de Santarém, no Pará, sobrecarregam a rodovia, especialmente em época de safra.

Além do volume de veículos, há outro problema: em diversas partes, a pista ainda é simples. No Norte, as chuvas tornam o asfalto escorregadio, favorecendo engavetamentos e tombamentos. Não por acaso, ela é chamada de “corredor da morte”.

BR-316 (Alagoas–Pará)

A BR-316 liga Maceió a Belém e passa por regiões metropolitanas densamente povoadas. O trânsito urbano se mistura ao fluxo de caminhões e ônibus de longa distância, aumentando os riscos.

Grande parte da rodovia continua em pista simples, cenário que favorece ultrapassagens arriscadas. No Piauí, trechos críticos registram frequentemente acidentes fatais.

BR-364 (Goiás–Acre)

Essa rodovia conecta o Centro-Oeste à Amazônia Ocidental. São centenas de quilômetros de pista simples e fluxo constante de caminhões. As longas retas incentivam ultrapassagens perigosas, aumentando as chances de colisões frontais.

Durante a estação chuvosa, a BR-364 se torna ainda mais desafiadora. Em Rondônia e no Acre, acidentes graves com caminhões tombados são recorrentes.

BR-277 (Paraná)

A BR-277 corta o Paraná de Foz do Iguaçu até o litoral. É fundamental para o turismo e para o escoamento logístico, mas enfrenta problemas sérios com neblina.

Em 2020, um engavetamento em São José dos Pinhais matou oito pessoas em meio à baixa visibilidade. Casos assim reforçam a fama de perigosa da rodovia, que segue sob atenção das autoridades rodoviárias.

BR-262 (Mato Grosso do Sul–Espírito Santo)

Por fim, a BR-262 fecha o ranking. Ligando Corumbá, no Mato Grosso do Sul, até Vitória, no Espírito Santo, a rodovia é vital para o transporte de minério e grãos.

No Pantanal, motoristas enfrentam o risco de animais silvestres cruzando a pista. Já em Minas Gerais e no Espírito Santo, o tráfego intenso de caminhões torna os acidentes frontais uma ameaça constante.

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Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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