Reação de consumidores canadenses pode afetar US$ 90 bilhões e mudar fluxo comercial e turístico entre os dois países.
Segundo reportagem especial da CNBC Originals, o boicote no Canadá contra produtos e serviços dos Estados Unidos já é uma realidade com impacto econômico relevante. A medida surgiu após o governo de Donald Trump aumentar tarifas de importação de 25% para 35% sobre itens canadenses. Antes mesmo da regra entrar em vigor, 71% dos consumidores já afirmavam que pretendiam reduzir compras de produtos americanos.
O efeito vai além das prateleiras. Estima-se que o PIB dos EUA possa perder até 0,3% — cerca de US$ 90 bilhões — em 2025, considerando também a queda no turismo. O movimento é descrito por especialistas como uma reação visceral às políticas comerciais americanas, com potencial de remodelar hábitos de consumo e viagens.
Como o boicote ganhou força
A reação começou no varejo. Redes como o Vince’s Market, com quatro lojas no Canadá, relataram mudanças claras no comportamento dos clientes. Produtos americanos vêm sendo substituídos por alternativas canadenses sempre que possível, com destaque para frutas, verduras, vinhos e destilados.
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Para facilitar a escolha, lojas passaram a destacar bandeiras e rótulos “Made in Canada”, enquanto aplicativos ajudam consumidores a identificar a origem dos produtos. Mesmo assim, itens como frutas vermelhas e cítricas seguem difíceis de substituir devido à produção limitada no país.
Impacto direto no comércio
O Canadá é o segundo maior mercado de exportação de alimentos dos EUA, movimentando US$ 28,4 bilhões por ano. No entanto, marcas icônicas como Coca-Cola e Lay’s precisaram reforçar a imagem de produção local para manter vendas, já que parte da fabricação ocorre no próprio território canadense.
Alguns setores foram mais afetados. O mercado de vinhos registrou queda de até 40% nas vendas de rótulos americanos, substituídos por opções da França, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia. A imposição de tarifa de 25% sobre bebidas alcoólicas importadas dos EUA acelerou essa troca.
Turismo em queda
Além das mercadorias, o boicote no Canadá se estendeu ao turismo. Em 2024, 20 milhões de canadenses visitaram os EUA, gastando mais de US$ 20 bilhões. Agora, as pesquisas de viagens para destinos americanos caíram 50%, e o tráfego de veículos na fronteira recuou quase 30% em março. As viagens aéreas tiveram queda menor, mas o movimento combinado resultou em retração de 15%.
O impacto não é restrito à América do Norte. Reservas de turistas europeus para os EUA caíram 25% no verão após declarações de Trump sobre a anexação da Groenlândia, intensificando a rejeição a produtos e serviços americanos.
Efeito global e marcas atingidas
Empresas como a Tesla também sentiram o reflexo. As vendas de carros da marca na Europa despencaram quase 28% em maio, influenciadas tanto pelo aumento da concorrência quanto pela má reputação política associada a Elon Musk.
Economistas alertam que a guerra comercial pode reduzir o crescimento global em até 0,5 ponto percentual, o que representa um corte expressivo diante da média anual de 3,5% a 4%. Fabricantes americanos já começaram a reajustar preços para compensar a queda nas vendas internacionais.
Tendência ou reação temporária?
Analistas acreditam que o boicote no Canadá possa perder força se as tensões comerciais diminuírem, mas é improvável que todos os consumidores retomem os hábitos anteriores. Parte da população se acostumou a priorizar produtos e marcas nacionais, o que pode gerar uma mudança estrutural no mercado.
Você acha que esse boicote é um recado momentâneo ou que ele vai transformar de vez as relações comerciais entre Canadá e Estados Unidos? Deixe sua opinião nos comentários.
Nós brasileiros deveríamos fazer o que o povo canadense estão fazendo, boicotar produtos estadunidenses
É só nós brasileiros forçar a barra e precionar o governo federal a não mais comprar nada dos estados unidos da América, aqui temos tudo,coisas que os americanos não tem,e vender nosso produtos a outros países e comprar deles tbm, aí estados unidos vai pra lama
Agora sim, seria a hora de patriotas provarem que são mesmo patriotas, defendendo a economia do país, independente de polaridade política. As nossas questões políticas nós resolvemos internamente, não precisamos de meia dúzia de brasileiros que se dizem patriotas e estão tentando ferrar com o país, por interesses próprios, e um presidente americano que ao que tudo indica está metendo os pés pelas mãos nas sua própria nação e fica interferindo na soberania de países alheios..
Não podemos deixar esses traidores de nosso país, formam uma dinastia, é o que se pode claramente observar.