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Início A luz solar pode transformar água do mar em potável? Tecnologia desenvolvida por startups de Abu Dhabi revela que sim!

A luz solar pode transformar água do mar em potável? Tecnologia desenvolvida por startups de Abu Dhabi revela que sim!

13 de setembro de 2022 às 14:50
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Solar, tecnologia, startup
Foto: reprodução www.manhatuae.com

O conjunto de Startups de Abu Dhabi estão desenvolvendo uma tecnologia flutuante capaz de tornar a água do mar em água potável, através do uso de luz solar

Diante de verões de calor extremo, grande incidência de luz solar e seca em todo o mundo, a falta de água em alguns locais tem sido um lembrete de que essa escassez é uma questão urgente e que só vai piorar com as mudanças climáticas. Cerca de dois bilhões de pessoas no mundo todo já não possuem acesso simplificado à água potável, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Para alguns desses países, existem usinas que disponibilizam uma tecnologia viável para tornar a água potável, ou seja, remover o sal da água do mar para satisfazer as necessidades de água doce da sociedade. O Oriente Médio, por exemplo, tem a maior concentração destas tecnologias em startups no mundo.

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Porém, algumas dessas tecnologias de startups, ainda alimentadas principalmente por combustíveis fósseis, demandam de muita energia e o processo origina um efluente grandemente salgado chamado salmoura, que pode prejudicar ecossistemas marinhos e animais quando é bombeado de volta ao mar.

Por esse motivo, algumas startups e pesquisadores estão utilizando a tecnologia de destilação solar centenária, que utiliza somente a luz solar para purificar a água. Por mais que a tecnologia que utiliza a luz solar ainda esteja longe de produzir volumes de água doce iguais aos gerados pelas usinas de dessalinização, essa nova tecnologia solar de startups pode ser altamente valiosa para as comunidades fora da rede ou costeiras.

O que é essa tecnologia criada por startups?

A startup Manhat, que possui sede em Abu Dhabi e foi fundada em 2019, está produzindo uma nova tecnologia, que consiste em um dispositivo flutuante, movido a luz solar, capaz de destilar a água sem a necessidade de eletricidade ou da criação de salmoura.

A tecnologia em é uma estrutura de estufa que flutua na superfície do oceano: a luz solar esquenta e evapora a água sob a estrutura, separando-a dos cristais de sal que são deixados para trás no mar, e à medida que as temperaturas abaixam, a água se condensa em água doce e é recolhido no seu interior.

“É realmente semelhante ao ciclo natural da água”, comenta Saeed Alhassan Alkhazraji, fundador da empresa e professor associado da Khalifa University de Abu Dhabi. Saeed diz também que a evaporação solar tem sido utilizada há muito tempo para essa finalidade, porém, normalmente, envolve colocar água em uma bacia onde, uma vez que a água evaporou, o sal é deixado para trás.

Diferencial da nova tecnologia de startups

Ao contrário das tradicionais tecnologias de alambiques solares, o alambique de Manhat flutua no oceano, retirando água diretamente do mar. Com esse diferencial, o sal não se acumula no aparelho e o ângulo do cilindro coletor evita que as gotas de água evaporem de volta ao mar, diz Alhassan.

No início de 2022, a tecnologia patenteada da startup Manhat ganhou o prêmio Water Europe Innovation destinado às pequenas e médias empresas com soluções inovadoras no setor de água, elogiado por sua capacidade de produzir água doce com “pegada de carbono zero e rejeição de salmoura zero”.

A startup prevê ainda o aproveitamento de sua tecnologia em fazendas flutuantes, que utilizariam seus dispositivos de dessalinização para fornecer irrigação de água doce para culturas sem precisar do transporte de água e suas emissões associadas.

Esse princípio beneficiaria grandemente as áreas costeiras áridas onde a terra é cultivada intensivamente, diz Alhassan. “Se você produz água (doce) na superfície do mar e a usa para agricultura, pode efetivamente deixar que as terras aráveis ​​sejam rejuvenescidas”, relata ele, acrescentando ainda que a tecnologia pode funcionar bem para países como as Maldivas, que possui pouca terra disponível para usinas de dessalinização.

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