Enquanto o mundo olha para caças furtivos e drones de ataque, a China identifica como sua maior preocupação um gigante da Guerra Fria: o B-52 Stratofortress, o bombardeiro nuclear mais antigo ainda em operação e uma lenda viva da dissuasão militar dos EUA.
No imaginário popular, a maior ameaça aérea dos Estados Unidos seria algum caça invisível aos radares ou um enxame de drones supersônicos guiados por inteligência artificial. Mas, para os militares chineses, o maior pesadelo ainda tem cara, peso e rugido da década de 1950. Trata-se do lendário B-52 Stratofortress — um bombardeiro intercontinental que desafia o tempo, os inimigos e até a lógica e também o avião militar mais antigo do mundo.
Mesmo com mais de 70 anos desde seu primeiro voo, o bombardeiro nuclear B-52 segue ativo, com capacidade para transportar ogivas nucleares, mísseis de cruzeiro e causar destruição em escala continental. Em meio à corrida armamentista silenciosa entre EUA e China, esse “monstro” é apontado como o maior símbolo de dissuasão estratégica dos americanos, muito à frente de qualquer drone ou aeronave de última geração.
O que faz do B-52 uma ameaça tão duradoura? Conheça o avião militar mais antigo do mundo
Criado nos anos 1950, o B-52 Stratofortress – avião militar mais antigo do mundo, foi projetado para lançar bombas nucleares a partir de altitudes elevadas, com alcance capaz de cruzar oceanos sem precisar reabastecer. Mas ele evoluiu. Hoje, o avião pode:
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- Transportar até 32 toneladas de armamento, incluindo mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares;
- Realizar missões de 14.000 km sem escalas;
- Voar por mais de 60 horas com reabastecimento aéreo;
- Ser modernizado constantemente, com aviônicos, sistemas de radar e armamentos do século 21.
Em 2024, a Força Aérea dos EUA anunciou uma nova rodada de atualizações no B-52, que incluem motores mais eficientes, sistemas de guerra eletrônica e armamentos hipersônicos. O plano é mantê-lo operacional até 2050, completando um século de atividade — algo inédito na história da aviação militar.
Uma ameaça mais psicológica do que tecnológica?
Para muitos analistas, o B-52 não é apenas uma arma: é uma declaração. Sua presença em exercícios militares próximos à China e à Coreia do Norte tem um objetivo claro: mostrar que a capacidade de dissuasão nuclear dos EUA está sempre pronta, sempre voando.
Recentemente, autoridades militares chinesas classificaram o B-52 como “a ameaça mais simbólica da doutrina nuclear americana”, justamente por unir três elementos-chave:
- Poder destrutivo massivo: ogivas nucleares capazes de destruir cidades inteiras;
- Capacidade de penetração estratégica: alcance global, reabastecimento em voo e múltiplas opções de ataque;
- Legado histórico: uma máquina que já sobreviveu à Guerra Fria, Vietnã, Iraque, Afeganistão e agora entra em nova era.
B-52: a lenda voadora que “nunca morre”
O B-52 é o avião militar mais antigo do mundo ainda em operação ativa. Nenhuma outra aeronave — seja caça, drone ou bombardeiro — acumulou tantas horas de voo, tantas missões e tanto tempo sob os holofotes da estratégia nuclear global.
Atualmente, 76 unidades estão ativas na Força Aérea dos EUA, sendo continuamente modernizadas no programa “B-52J”, que prevê a instalação de novos motores Rolls-Royce F130, substituindo os modelos TF33 dos anos 60.
Esses novos motores garantirão:
- Redução de 30% no consumo de combustível;
- Menor assinatura térmica e radar;
- Mais alcance e menos manutenção.
Com isso, o B-52 poderá operar com mais eficiência do que nunca — mesmo após 70 anos de vida útil.
O medo da China: não é o avião em si, mas o que ele representa
Para os militares chineses, o medo não vem apenas das ogivas nucleares que o B-52 pode carregar. O verdadeiro temor é o que esse avião representa: persistência, escalada e resposta imediata.
Em tempos de tensões no Mar do Sul da China, Taiwan e expansão de bases norte-americanas na Ásia, ver um B-52 no radar é um lembrete de que os EUA estão prontos para escalar o conflito se necessário. E com uma frota que pode voar por 14 horas sem pousar, não há lugar seguro o suficiente para ignorá-lo.
Além disso, o B-52 é plenamente integrado ao sistema de comando nuclear americano, podendo responder rapidamente a qualquer ameaça com armamento estratégico.
Mas ele não é ultrapassado?
Surpreendentemente, não. Apesar de sua aparência clássica e de seus 8 motores visíveis, o B-52 passou por mais de uma dezena de modernizações. Hoje, ele:
- Utiliza armas guiadas por satélite e inteligência artificial;
- Integra redes digitais com drones e satélites;
- Atua em missões de bombardeio convencional e ataque eletrônico;
- Tem acesso a mísseis de cruzeiro stealth com alcance de milhares de quilômetros.
Ou seja: o avião pode ser antigo, mas seus sistemas são de ponta.
Enquanto o mundo da defesa corre atrás de novidades tecnológicas, como caças invisíveis, lasers e IA militar, os EUA continuam voando com um veterano que já viu de tudo e continua a ser temido.
O B-52 Stratofortress é mais do que um bombardeiro — é um símbolo vivo de dissuasão nuclear e poder militar persistente. E quando um adversário como a China o classifica como sua maior preocupação aérea, isso diz muito sobre sua importância.
Em um mundo de ameaças invisíveis e guerras híbridas, o velho gigante com 8 motores continua sendo o pesadelo mais real e palpável no céu.
Fonte: Xataka