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5 motores “inquebráveis” da Volkswagen, Fiat, Ford, GM e Honda que duram uma eternidade e quase nunca dão oficina

Escrito por Alisson Ficher
Publicado em 30/08/2025 às 18:57
Descubra os 5 motores mais inquebráveis da história automotiva, famosos por sua durabilidade, confiabilidade e manutenção simples.
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Modelos de motores conhecidos pela durabilidade marcaram gerações de veículos no Brasil e ainda hoje são lembrados pela confiabilidade, pela manutenção simples e pela resistência mesmo em uso intenso.

Motores que combinam projeto simples, peças abundantes e manutenção previsível costumam atravessar centenas de milhares de quilômetros sem dramas.

É nesse grupo que entram Volkswagen AP, Fiat Fiasa, Ford CHT, GM Família II e Honda K20.

Em comum, todos ganharam fama de resistentes no uso diário e, quando bem cuidados conforme o manual, permanecem longes da oficina por muito tempo.

O que torna um motor durável

Além do desenho robusto, a longevidade está diretamente ligada ao cumprimento do plano de manutenção.

Trocas de óleo nos prazos corretos, uso de peças de qualidade e atenção às recomendações do fabricante são determinantes para que a mecânica chegue inteira a altas quilometragens.

Quando esse roteiro é seguido, os motores abaixo figuram entre os mais confiáveis já vendidos no Brasil.

Volkswagen AP: robustez e manutenção barata

Nascido da família EA827, o AP estreou por aqui em 1985, equipando modelos como Gol e Voyage.

Rapidamente ganhou terreno pela combinação de peças fáceis de encontrar, simplicidade mecânica e alta resistência a uso severo.

Também virou queridinho de preparadores, graças à ampla oferta de componentes e à capacidade de suportar ganho de potência sem abrir o bico.

O lendário motor Volkswagen AP, lançado em 1985, equipou modelos icônicos como Gol, Voyage e Parati. Reconhecido pela robustez, manutenção simples e ampla oferta de peças, tornou-se referência em confiabilidade na história da indústria automotiva brasileira. (Imagem: Divulgação)
O lendário motor Volkswagen AP, lançado em 1985, equipou modelos icônicos como Gol, Voyage e Parati. Reconhecido pela robustez, manutenção simples e ampla oferta de peças, tornou-se referência em confiabilidade na história da indústria automotiva brasileira. (Imagem: Divulgação)

A despedida do AP nos carros de passeio ocorreu em 2012, na Parati, após quase três décadas de serviço.

Enquanto esteve em linha, o AP apareceu em diversas cilindradas e aplicações, percorreu gerações do Gol e manteve custo de manutenção baixo.

Essa combinação consolidou sua reputação entre proprietários e mecânicos e o colocou entre os motores mais lembrados quando o assunto é confiabilidade.

Fiat Fiasa: simplicidade que atravessou décadas

Criado sob a batuta de Aurelio Lampredi, o Fiasa surgiu em 1976 no Fiat 147 e, depois, alimentou uma linhagem de compactos nacionais.

O segredo foi o projeto simples, com bloco de ferro, cabeçote de alumínio e comando por correia, solução que combinava desempenho adequado ao baixo custo de reparo. No começo dos anos 2000, a chegada do Fire iniciou a transição.

O durável motor Fiat Fiasa, desenvolvido por Aurelio Lampredi, estreou em 1976 no Fiat 147 e seguiu até os anos 2000. Com projeto de bloco de ferro e cabeçote de alumínio, ganhou fama por sua confiabilidade, economia e custo de manutenção acessível. (Imagem: Divulgação)
O durável motor Fiat Fiasa, desenvolvido por Aurelio Lampredi, estreou em 1976 no Fiat 147 e seguiu até os anos 2000. Com projeto de bloco de ferro e cabeçote de alumínio, ganhou fama por sua confiabilidade, economia e custo de manutenção acessível. (Imagem: Divulgação)

Ainda assim, registros de produção e aplicação indicam que versões 1.5 do Fiasa seguiram em alguns utilitários e versões básicas até a linha 2003/2004, marcando o fim de sua trajetória nas ruas brasileiras.

Na prática, quem conviveu com o Fiasa lembra de revisões baratas e intervalos longos entre intervenções mais complexas.

Para frotistas e quem precisava de carro para o batente, era uma receita de confiabilidade com bom custo-benefício.

Ford CHT: herança francesa, acerto brasileiro

Fruto de uma evolução do projeto Renault Cléon-Fonte, o CHT foi a resposta da Ford do Brasil à necessidade de um motor econômico e suave para a linha de passeio.

A estreia ocorreu na linha 1984 do Escort, seguida por aplicações em Corcel, Del Rey e, mais tarde, em versões de entrada do Gol durante a Autolatina.

A família ainda rendeu o conhecido AE 1.0 no início dos anos 1990. A fase CHT, porém, ficou circunscrita aos anos 1980 e meados dos 1990, quando deu lugar a conjuntos mais modernos.

O confiável motor Ford CHT, derivado do projeto Renault Cléon-Fonte, marcou presença em modelos como Escort, Corcel e Del Rey a partir de 1984. Conhecido pela economia de combustível, suavidade no funcionamento e durabilidade, tornou-se uma escolha popular no Brasil nos anos 80 e 90. (Imagem: Reprodução)
O confiável motor Ford CHT, derivado do projeto Renault Cléon-Fonte, marcou presença em modelos como Escort, Corcel e Del Rey a partir de 1984. Conhecido pela economia de combustível, suavidade no funcionamento e durabilidade, tornou-se uma escolha popular no Brasil nos anos 80 e 90. (Imagem: Reprodução)

Mesmo sem números exuberantes, o CHT conquistou espaço pelo consumo moderado e pela resistência no uso urbano.

Em oficinas, é lembrado como um motor de manutenção simples, desde que se respeitem os intervalos e se usem componentes corretos.

GM Família II: de Monza a S10, uma longa carreira

A Família II chegou ao Brasil em 1982 com o Monza e se espalhou por uma lista extensa de modelos, como Kadett, Vectra, Omega, Astra, Zafira, Blazer e S10.

A receita incluía bloco de ferro, cabeçote de alumínio e amplo leque de cilindradas e configurações, do 1.6 carburado aos 2.0 e 2.4 com injeção, incluindo versões 16V.

Nos automóveis de passeio, a atuação se encerrou em 2012, caso da Zafira. Já nas picapes, o último suspiro veio em 2016, quando a S10 abandonou o 2.4 Flex.

O versátil motor GM Família II foi produzido de 1982 a 2016, equipando veículos como Monza, Kadett, Vectra, Astra, Zafira, Blazer e S10. Reconhecido pela longevidade, manutenção simples e ampla gama de cilindradas, marcou a trajetória da General Motors no país. (Imagem: Divulgação)
O versátil motor GM Família II foi produzido de 1982 a 2016, equipando veículos como Monza, Kadett, Vectra, Astra, Zafira, Blazer e S10. Reconhecido pela longevidade, manutenção simples e ampla gama de cilindradas, marcou a trajetória da General Motors no país. (Imagem: Divulgação)

Ou seja, foram 34 anos de mercado nacional, uma raridade em qualquer indústria. A robustez e a facilidade de manutenção explicam a longevidade.

Em paralelo, tornou-se popular em projetos de preparação, dada a disponibilidade de peças e a compatibilidade entre diferentes modelos da própria Chevrolet.

Honda K20: giro alto com confiabilidade

Entre os esportivos de rua, o K20 ficou conhecido por unir alta rotação a um nível de confiabilidade que inspirou uma comunidade global de entusiastas.

No Brasil, o motor desembarcou no Civic Si de 2007, na especificação K20Z3 com 192 cv e câmbio manual de seis marchas.

O ciclo nacional dessa configuração foi até 2011. A linha seguinte migrou para o 2.4 K24.

Além do desempenho, o K20 se notabilizou pela robustez do conjunto e pelo histórico positivo em uso intenso, desde trilhas de track day a preparação moderada.

O moderno motor Honda K20 i-VTEC, utilizado no Civic Si entre 2007 e 2011, é celebrado por sua alta rotação, desempenho esportivo e confiabilidade mecânica. Com engenharia avançada e durabilidade comprovada, tornou-se referência entre os entusiastas de carros esportivos em todo o mundo. (Imagem: Divulgação)
O moderno motor Honda K20 i-VTEC, utilizado no Civic Si entre 2007 e 2011, é celebrado por sua alta rotação, desempenho esportivo e confiabilidade mecânica. Com engenharia avançada e durabilidade comprovada, tornou-se referência entre os entusiastas de carros esportivos em todo o mundo. (Imagem: Divulgação)

A reputação de “inquebrável” não é fruto do acaso. A engenharia da série K prioriza materiais, usinagem e soluções que reduzem atrito e elevam a resistência do trem de válvulas e do bloco.

Isso ajuda a explicar por que tantos projetos de troca de motor em todo o mundo escolhem a família K como base.

Manutenção em dia é parte da equação

Mesmo os motores mais famosos por aguentarem o tranco dependem de manutenção preventiva para cumprir sua fama.

Óleo no grau correto, combustível de qualidade, arrefecimento revisado e correias e filtros trocados no tempo certo são o caminho para atravessar anos de uso sem surpresas.

Fora isso, conhecer as particularidades de cada projeto — como folgas, torques e prazos de inspeção — é o que separa um bom histórico de um cronograma de visitas à oficina.

Dito isso, qual desses motores marcou sua vida — e por que ele merece ou não a fama de “inquebrável”?

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Marcos moreira
Marcos moreira
31/08/2025 00:17

É triste uma empresa como a Ford tirar o velho, porém eficiente motor CHT 1,6 para colocar o jurassico motor Endura. Tive uma courier 1,3 endura tinha só 60 cvs. Absurdo. Um CHT a alcool carburado tinha 80 cvs. Com injeção multiponto iria para una 85 cvs. Bom para uma picape carregada. A Ford tinha uma opção 1,4 com um motor ohc de alumínio de 16 válvulas. Mas não tinha torque em baixa. Só com o bom Rocam 1,6 a Ford voltou a ter um bom motor. Mas todo mundo abandonou a Ford por causa do endura.

Alisson Ficher

Jornalista formado desde 2017 e atuante na área desde 2015, com seis anos de experiência em revista impressa, passagens por canais de TV aberta e mais de 12 mil publicações online. Especialista em política, empregos, economia, cursos, entre outros temas. Registro profissional: 0087134/SP. Se você tiver alguma dúvida, quiser reportar um erro ou sugerir uma pauta sobre os temas tratados no site, entre em contato pelo e-mail: alisson.hficher@outlook.com. Não aceitamos currículos!

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