Por mais que seja um setor bilionário, o agronegócio necessita de mão de obra qualificada para compor as vagas de emprego disponíveis no setor
Mesmo com a presença de uma crise acentuada, um setor em específico permaneceu prosperando no Brasil: o Agronegócio. O setor, que é responsável por alimentar, de acordo com uma recente pesquisa da Embrapa, cerca de 800 milhões de pessoas no mundo todo, é um dos pilares da economia e já representa 27% do PIB do país. Logo, o agronegócio brasileiro é o responsável por praticamente 1/3 de toda riqueza do Brasil, oferec3ndo diversas vagas de emprego todos os anos.
De acordo com o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da USP, somente no segundo semestre de 2022 mais de 19 milhões de pessoas garantiram uma vaga de emprego no agronegócio brasileiro. Esse número representa um aumento de 4,6% nas ofertas de vagas de emprego em relação ao ano de 2021, o que equivale a 839 mil novos profissionais capacitados no setor do agronegócio.
Para se ter uma ideia, o Brasil já é TOP 1 ou 2 mundial em produção e exportação de praticamente todas as commodities agrícolas, como milho, algodão, soja, trigo, cana, café etc.
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A falta de mão de obra qualificada no Agronegócio
Porém, por mais que seja um setor amplamente próspero e rentável com oportunidades de crescimento profissional e remuneração acima da média, o agronegócio ainda enfrenta um grande problema: a falta de mão de obra qualificada para compor suas vagas de emprego disponíveis.
A falta de profissionais para alavancar o mercado do agronegócio e de profissionais aptos a compreender a realidade do consumidor final dos produtos e que consigam fazer a tradução dessa necessidade em melhoria de performance produtiva é uma coisa rara ultimamente. Um profissional com esse perfil é o que as empresas do agronegócio vem buscando nos ultimos anos para compor suas vagas de emprego.
Além disso, os serviços online também contribuíram para a automatização dos processos de produção, mas, por mais popular que seja a digitalização dos processos, o número de negócios que já estão digitalizados é de apenas 30% do total de propriedades. Logo, são mais de 3 milhões de fazendas que ainda não passaram pela transformação digital e, consequentemente, estão operando abaixo do seu potencial produtivo.
Esse fato trouxe diversas oportunidades de vagas de emprego para o mercado de trabalho, principalmente para os jovens executivos e profissionais de TI que procuram por ascensão profissional.
“Tive segurança para mudar de setor porque as matrizes das multinacionais de agronegócio encaram o Brasil como protagonista. Fica mais fácil trazer investimentos e vagas de emprego para cá”, declara Pedro Alves, gerente sênior de planejamento na Yara International, uma multinacional de fertilizantes.
Empresas brasileiras como Amaggi, Bom Futuro, Coteminas e CGG afirmam que o foco agora é profissionalizar e trazer tecnologia às operações do agronegócio, oferecendo vagas de emprego na área.
“Queremos profissionais com ambição para nos ensinar a estabelecer processos modernos de controle e gestão”, diz Nereu Bavaresco, diretor de RH da Amaggi.
Vagas de emprego mais procuradas pelo setor do Agronegócio
Devido a forte automatização dos processos, de acordo com um estudo da Agência Alemã de Cooperação Internacional, a estimativa é de que, em dois anos, existam 32,5 mil profissionais qualificados para 178,8 mil vagas de emprego no setor. Ou seja, cerca de 5 vagas de emprego em aberto para cada profissional qualificado no mercado.
Atualmente, a maior demanda tem sido pelos chamados “Agro Digital Managers”, que são os profissionais responsáveis por entender a demanda do produtor e propor a solução tecnológica mais adequada para resolver esse problema.
