Turbina maremotriz mais poderosa do mundo entra em operação e cria novo setor industrial global de baixo carbono na luta contra as mudanças climáticas

Flavia Marinho
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08-08-2021 10:44:27
em Energia Renovável
turbina - maremotriz - weg - energia das marés images e videos courtesy of orbital marine power

Energia renovável: turbina de maré (maremotriz) mais potente do mundo entrou em operação e promete mudar a energia global na luta contra as mudanças climáticas

A turbina de maré mais poderosa do mundo, com uma potência nominal de 2 MW, foi lançada e começou a gerar energia conectada à rede elétrica do Reino Unido, disse a Orbital Marine Power, empresa escocesa que desenvolveu o equipamento, na última quarta-feira. O revolucionário equipamento está ancorado nas águas das Ilhas Orkney e é conectado por cabos submarinos ao Centro Europeu de Energia Marinha (EMEC), localizado neste arquipélago britânico.

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Poderosa turbina tem capacidade de operar por 15 anos

A instalação de 680 toneladas, batizada de “O2”, deverá operar pelos próximos 15 anos e poderá atender à demanda anual de eletricidade de cerca de 2.000 casas no país com “energia limpa e previsível” de água rápida, compensando aproximadamente 2.200 toneladas de produção de CO2 por ano, disse a empresa. Além disso, fornecerá energia ao eletrólise terrestre da EMEC para gerar hidrogênio verde.

O diretor-gerente da empresa, Andrew Scott, ressaltou que “este é um marco importante para a O2” e afirmou que “este projeto pioneiro de energia renovável” foi realizado “com segurança e sucesso”. “Nossa visão é que este projeto seja o gatilho para o uso dos recursos do fluxo de marés em todo o mundo, para desempenhar um papel na luta contra as mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, criar um novo setor industrial de baixo carbono”,acrescentou.

Como funciona a energia das marés (maremotriz)?

O O2 tem uma estrutura de casco de 74 metros de comprimento com duas naceles geradoras de energia de 1 MW no final das estruturas das pernas retráteis. Suas lâminas de 10 metros dão à turbina mais de 600 metros quadrados de superfície varrendo para capturar energia das marés.

A estrutura flutuante é mantida na estação com um sistema de amarração de quatro pontos no qual cada cadeia de atracação tem a capacidade de levantar mais de 50 ônibus de dois andares. A máquina foi projetada para que a instalação da turbina e todas as amarras associadas possam ser realizadas com embarcações de trabalho de baixo custo e a manutenção pode ser realizada com embarcações semirrígidas, o que minimiza o tempo de inatividade e reduz os custos de construção e operação.

A eletricidade é transferida da turbina através de um cabo dinâmico para o fundo do mar e um cabo estático ao longo do fundo do mar para a rede elétrica local em terra.

Brasil: WEG e Engie, a segunda maior do mundo no ramo de energia, concluem instalação da turbina eólica do primeiro Aerogerador Nacional

EG, uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, e a ENGIE Brasil Energia, estão concluindo a fase mais importante do Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento “Aerogerador Nacional”, que é a montagem da turbina eólica. As duas turbinas eólicas são conectadas mecanicamente uma de frente para a outra, atuando uma como gerador e o outra como motor, simulando o vento.

“O desenvolvimento do aerogerador AGW 147/4.2 contou com times multidisciplinares de engenharia. A validação final dos componentes foi realizada na sede da WEG em Jaraguá do Sul através da bancada back-to-back. Em tal arranjo, dois aerogeradores são conectados mecanicamente um de frente para o outro, atuando como gerador e o outro como motor simulando o vento o que permite mais autonomia ao nosso processo de P&D. Vale enfatizar que esta estrutura de testes é a maior do tipo das Américas, estando apta a atender futuras plataformas de até 6 MW. Já o segundo aerogerador utilizado no arranjo será destinado ao mercado indiano, com instalação deste protótipo de 50 Hz prevista ainda em 2021”, conforme explica o Diretor Superintendente da WEG Energia, João Paulo Gualberto da Silva.

“O investimento da ENGIE neste projeto é superior a R$ 80 milhões e busca incentivar o mercado nacional para a energia eólica. O desenvolvimento de tecnologia brasileira pode trazer benefícios socioeconômicos para diversas regiões, aumentar a competitividade do país para o fornecimento destes equipamentos no exterior e pode vir a reduzir o custo da energia gerada, trazendo benefícios diretos para o consumidor”, relata o Diretor de Novos Negócios, Estratégia e Inovação da ENGIE Brasil Energia, Guilherme Ferrari.

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Flavia Marinho
Engenheira de Produção pós graduada em Engenharia Elétrica e Automação. Experiente na indústria de construção naval onshore e offshore. Entre em contato para sugestão de pauta, divulgação de vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.
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