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Mulher recebe por engano transferência de R$ 14.000 e gasta tudo — Comprou um terreno

Escrito por Fabio Lucas Carvalho
Publicado em 09/06/2026 às 01:23
Atualizado em 09/06/2026 às 06:14
Trabalhadora recebeu transferência errada de 4 milhões de pesos, usou valor em terreno e foi condenada a devolver dinheiro.
Trabalhadora recebeu transferência errada de 4 milhões de pesos, usou valor em terreno e foi condenada a devolver dinheiro.
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Trabalhadora do Instituto Provincial de Viviendas y Urbanismo, na Argentina, foi condenada a restituir quatro milhões de pesos recebidos por erro administrativo, após a Justiça entender que a transferência indevida causou prejuízo ao órgão público e configurou enriquecimento sem causa

Quatro milhões de pesos, cerca de R$ 14.080, deverão ser devolvidos por uma trabalhadora do Instituto Provincial de Viviendas y Urbanismo, na Argentina, após uma transferência feita por engano cair em sua conta-salário por erro administrativo ligado à semelhança entre nomes.

Transferência errada chegou à conta de servidora

O caso envolveu a Direção de Tesouraria do IPVU, organismo público provincial responsável por políticas habitacionais. A quantia foi enviada para a funcionária equivocada, gerando prejuízo ao órgão.

A situação foi levada à Justiça civil e analisada pelo juiz Martín Peliquero. Para o magistrado em resultado divulgado no mês de março, ficou comprovado que a trabalhadora incorporou o dinheiro ao patrimônio sem causa legal que justificasse manter a quantia.

Uso do dinheiro pesou no processo

Após ser avisada sobre o erro, a empregada respondeu inicialmente que não sabia do assunto e que estava ocupada. Em novo contato, disse acreditar que o valor poderia estar relacionado a um processo judicial.

Ela reconheceu que havia utilizado o dinheiro para comprar um terreno e se recusou, naquele momento, a devolver a soma. Registros bancários indicaram saques e movimentações depois de ela saber que a transferência era equivocada.

O caso passou pela esfera penal, com denúncia por possível apropriação de dinheiro alheio. O processo terminou em sobreseimento após o pagamento da multa mínima prevista, o que não impediu a análise.

Justiça aplicou enriquecimento sem causa

A defesa afirmou que não houve intenção de ficar com o dinheiro. A trabalhadora alegou dificuldades econômicas, exoneração do cargo, disposição para devolver os valores e pediu redução de juros e descontos de retenções salariais.

A decisão enquadrou o caso como enriquecimento sem causa, previsto nos artigos 1794 e 1795 do Código Civil e Comercial argentino. A Justiça concluiu que o IPVU sofreu perda involuntária e que a funcionária não tinha direito de conservar o valor.

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Fabio Lucas Carvalho

Jornalista especializado em uma ampla variedade de temas, como carros, tecnologia, política, indústria naval, geopolítica, energia renovável e economia. Atuo desde 2015 com publicações de destaque em grandes portais de notícias. Minha formação em Gestão em Tecnologia da Informação pela Faculdade de Petrolina (Facape) agrega uma perspectiva técnica única às minhas análises e reportagens. Com mais de 10 mil artigos publicados em veículos de renome, busco sempre trazer informações detalhadas e percepções relevantes para o leitor.

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