Projeto residencial assinado pelo ADDP Architects aposta em construção volumétrica pré-fabricada, módulos acabados em fábrica, áreas verdes elevadas e execução mais eficiente para reduzir impactos no canteiro de obras
Singapura deve receber duas torres residenciais de 56 andares construídas com a técnica PPVC, sigla para Prefabricated Prefinished Volumetric Construction, em um projeto que coloca a construção modular em nova escala urbana.
Chamado Avenue South Residences, o empreendimento é planejado pelo escritório ADDP Architects e tem conclusão prevista para 2026. Cada torre deve alcançar 200 metros de altura.
O conjunto deve se tornar uma das maiores referências mundiais em edifícios residenciais pré-fabricados, superando construções modulares anteriores já erguidas em Singapura.
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Construção PPVC leva módulos prontos ao canteiro
A técnica PPVC divide o edifício em blocos volumétricos produzidos fora do terreno. Depois disso, os módulos são transportados ao local da obra e encaixados na estrutura principal.
No Avenue South Residences, essas unidades devem chegar ao canteiro com acabamento avançado. Os módulos terão impermeabilização, ladrilhos, pintura, vidros, armários, encanamentos e instalações elétricas.
Segundo o ADDP Architects, cerca de 80% do trabalho será feito fora do terreno. Essa estratégia tende a gerar menos resíduos, menos ruído e menos interferência no entorno.
A fabricação em ambiente controlado permite maior padronização. Dessa forma, a empresa espera melhorar o controle de qualidade e reduzir o tempo de construção.
Governo de Singapura estimula pré-fabricação em altura
A adoção do PPVC também faz parte de uma política incentivada pelo governo de Singapura. No caso do Avenue South Residences, o uso da técnica foi determinado para o projeto.
A Building and Construction Authority, agência reguladora da construção civil no país, afirma que o PPVC pode melhorar a produtividade em até 40%, considerando economia de mão de obra e de tempo.
O desempenho, ainda assim, depende da complexidade de cada empreendimento. Por isso, a técnica aparece como alternativa para obras de grande porte que exigem precisão, repetição e rapidez.
Torres devem criar contraste entre prédios antigos e arquitetura moderna
O projeto ficará ao lado de uma avenida arborizada e de edifícios mais antigos, com cerca de quatro andares. Esse cenário deve destacar o contraste entre construções baixas e torres modernas.
Esse encontro entre o antigo e o contemporâneo aparece como uma das marcas do Avenue South Residences. A verticalidade das torres deve reforçar essa diferença na paisagem urbana.
No total, o empreendimento terá mais de mil residências. Além disso, o conjunto contará com 16 pequenos terraços distribuídos entre os blocos.
Duas grandes áreas verdes também estão previstas nos 19º e 36º andares. Esses espaços devem ampliar a presença de paisagismo no projeto e criar áreas de convivência em altura.

Linhas retas, módulos repetidos e áreas verdes marcam o empreendimento
O Avenue South Residences aposta em linhas retas, organização modular e paisagismo pontual. A proposta combina eficiência construtiva com uma imagem arquitetônica contemporânea.
O projeto também evidencia o avanço da construção industrializada em edifícios altos. Portanto, o caso de Singapura deve servir como vitrine para o uso de módulos pré-fabricados em grandes projetos residenciais.
Segundo informações divulgadas por ArchDaily, Architectural Digest, ADDP Architects e Building and Construction Authority, o projeto reúne escala, repetição técnica e acabamento prévio como elementos centrais da obra.
Com conclusão prevista para 2026, as torres de 56 andares devem consolidar o Avenue South Residences como um marco da construção pré-fabricada em altura.

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