Termelétrica no Porto do Açu recebe financiamento do BNDES

Primeira termelétrica a gás da América latina

Financiamento assinado com o BNDES é o pioneiro quando se trata de usinas térmicas movidas a Gás Liquefeito de Petróleo (GNL)

A Termelétrica no Porto do Açu (UTE GNA I) garantiu um financiamento de R$ 1,76 bi do BNDES. O contrato assinado está sendo tratado como uma referência no setor, pois é a primeira usina movida a gás financiada pelo BNDES. A termoelétrica, uma parceria das empresas Siemens, BP e Prumo Logística, faz parte de um complexo planejado de duas usinas instaladas no Porto do Açu, em São João da Barra no Norte Fluminense e será o maior complexo termelétrico a gás natural da América Latina.

Marcos Ferrari, diretor de Governo e Infraestrutura do BNDES, declarou durante a assinatura do contrato que “É a primeira termelétrica a GNL que o banco está financiando numa parceria também inédita com o KfW, em que o KfW garante a operação até o fim do contrato. Trata-se também de um modelo inovador porque tanto o BNDES quanto o KfW são bancos de desenvolvimento e trabalhamos longamente em busca desse arranjo perfeito”.

Complexo termelétrico do Açu

O financiamento do BNDES corresponderá a 39% do investimento total de R$ 4,5 bilhões. A usina com capacidade instalada de 1.325 MW não receberá os recursos sozinha, eles serão distribuídos também na construção de um terminal de importação e regaseificação de GNL e de uma subestação e linha de transmissão que interligará a usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

O diretor-presidente da GNA, Bernardo Perseke, aproveitou a ocasião para agradecer “Agradecemos aos sócios e ao BNDES pela confiança na GNA. Estamos construindo um projeto estruturante e transformador, que emprega hoje mais de 1.700 pessoas e que começará a gerar energia segura para o país a partir de 2021”.
Além de melhorar a diversificação da matriz energética brasileira, a usina contribuirá com o sistema energético no período de falta de chuvas e tem potencial para atender cerca de 3 milhões de domicílios.

O distrito do Açu foi escolhido devido a proximidade dos campos de petróleo das bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, aos gasodutos e ao Porto do Açu, o que facilita muito a logística.
As usinas termelétricas do Açu, são um sonho antigo do idealizador do complexo industrial do Açu, o empresário Eike Batista, e além delas contemplava uma siderúrgica, um estaleiro, empresas construtoras de risers e componentes da indústria offshore.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)