SBM manterá estaleiro Brasa fechado

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Incerteza em relação ao conteúdo nacional fazem a SBM decidir continuar com o estaleiro parado ainda por alguns anos declara a companhia

No que depender da SBM Offshore, controladora do estaleiro Brasa na Ilha da Conceição em Niterói, Rio de Janeiro, os portões da empresa continuarão fechados para a tristeza da construção naval nacional.
A empresa atesta que provisionou US$ 19 milhões devido ao fechamento do estaleiro, o prejuízo é decorrente de desvalorização (impairment) do ativo e que a decisão pode durar “pelo menos alguns anos”.

O percentual baixo do atual conteúdo nacional foi o principal motivo, segundo a companhia e que associados a incertezas quanto à mudança deste percentual em níveis economicamente viáveis, levaram a tal decisão.
Vale lembrar que nos últimos anos o governo diminuiu significativamente as exigências de fornecimentos nacionais de bens e serviços e isto está valendo tanto para licitações de blocos exploratórios futuras quanto passadas.

Enquanto esta política não for revista pelo governo, a tendência é que tenhamos cada vez menos encomendas para os estaleiros nacionais. Nos últimos tempos temos vistos nossos estaleiros construindo cada vez menos módulos de topsides e tendo se contentar com contratos de integração e comissionamento enquanto assistimos a construção ser feita lá fora.

O estaleiro Brasa em Niterói tem participado ativamente da construção offshore no nosso país e em conjunto com a SBM Offshore construiu vários FPSOs em operação no pré sal da Bacia de Santos, tais como: o FPSOs Cidade de Maricá, Cidade de Saquarema e Cidade de Ilhabela.

Participação da SBM no Brasil

A SBM opera sete FPSOs no Brasil: Capixaba, afretado até o ano de 2022, o Espírito Santo até o ano de 2028, o Cidade de Anchieta até 2032, o Cidade de Paraty até 2033, o Cidade de Ilhabela até 2034, o Cidade de Maricá e Cidade de Saquarema, os dois até 2036.
Apesar de tudo a SBM aposta no mercado brasileiro de construção de FPSO’s e sua previsão de faturamento para 2019 é de US$ 2 bilhões.

Vale lembrar que a SBM estava afastada das licitações no Brasil, por práticas de corrupção em 2012, mas no ano passado assinou acordo de leniência com as autoridades brasileiras e está apta a participar de licitações da Petrobras.

A Sete Brasil adia entrega das propostas das sondas ! Esperaremos mais tempo para retomar as obras nos estaleiros ! clique aqui e leia mais !

Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships