Reformas de Bolsonaro podem atrair 180 bilhões de dólares de investimentos

novo governo gera otimismo no mercado

Grau de otimismo do investidor estrangeiro é alto perante ao governo que se iniciará em janeiro de 2019

Em uma entrevista ao Estadão ontem (26/12), o Presidente do Banco Citi no Brasil, Marcelo Marangon, falou sobre o otimismo dos investidores externos e de como as alterações na bolsa irão gerar receita ao país a partir do governo Bolsonaro, em 2019. O banco Citi é o segundo maior banco estrangeiro atuando no país, atrás apenas do Santander Brasil.
Marangon afirmou que o mercado, hoje em dia, está muito cético, ou seja, só acredita, se ver as coisas acontecerem, mas ressaltou que só a promessa da reforma da previdência pode atrair entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões no próximo ano para a Bolsa e mais US$ 80 bilhões de investimento externo direto.

Durante a entrevista, Marangon destacou vários pontos, como em relação aos fundos globais dedicados a mercados emergentes, ele afirmou que os mesmos reduziram consideravelmente a exposição ao país e que a expectativa do banco em relação ao novo governo é bastante positiva, considerando a intenção de se fazer as reformas e também a intensidade delas, quanto mais for, maior será o nível de confiança e a atração de investimentos. Há que se destacar também que a inflação está controlada, os juros estão muito baixos e a capacidade produtiva do país está ociosa, este tripé dá sustentação para um bom giro da economia.

Reforma da Previdência

Embora trabalhe com dois cenários de reforma previdenciária, Marangon afirmou que o melhor seria uma reforma rápida e profunda, mas que também uma mudança em etapas, desde que comunicada com antecedência, não seria nada mal. Embora, sejam igualmente importantes a reforma tributária, a política e a manutenção do teto de gastos. Afirmou ainda que não trabalha com a hipótese de não haver a reforma da previdência, pois o novo governo tem sido bem claro quanto a sua realização.

Infraestrutura

Na opinião de Marangon, o Brasil deveria investir, no mínimo, 4% do PIB em obras de infraestrutura, o que significaria o dobro do atual. Cerca de US$ 80 bilhões por ano para recuperar o tempo perdido nos últimos 20 anos, mas que o protagonismo deve ser mesmo do setor privado. Em relação a timidez do BNDES nos contratos de financiamento, o executivo afirma que esse não é o problema e acredita que o país precisa ter um padrão global de contratos, de garantias, de riscos para garantir maior segurança aos financiamentos.

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Renato Oliveira

About Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)