Reformas de Bolsonaro podem atrair 180 bilhões de dólares de investimentos

Reformas de Bolsonaro podem atrair 180 bilhões de dólares de investimentos

dezembro 27, 2018 Off Por Renato Oliveira

Grau de otimismo do investidor estrangeiro é alto perante ao governo que se iniciará em janeiro de 2019

Em uma entrevista ao Estadão ontem (26/12), o Presidente do Banco Citi no Brasil, Marcelo Marangon, falou sobre o otimismo dos investidores externos e de como as alterações na bolsa irão gerar receita ao país a partir do governo Bolsonaro, em 2019. O banco Citi é o segundo maior banco estrangeiro atuando no país, atrás apenas do Santander Brasil.
Marangon afirmou que o mercado, hoje em dia, está muito cético, ou seja, só acredita, se ver as coisas acontecerem, mas ressaltou que só a promessa da reforma da previdência pode atrair entre US$ 50 bilhões e US$ 100 bilhões no próximo ano para a Bolsa e mais US$ 80 bilhões de investimento externo direto.

Durante a entrevista, Marangon destacou vários pontos, como em relação aos fundos globais dedicados a mercados emergentes, ele afirmou que os mesmos reduziram consideravelmente a exposição ao país e que a expectativa do banco em relação ao novo governo é bastante positiva, considerando a intenção de se fazer as reformas e também a intensidade delas, quanto mais for, maior será o nível de confiança e a atração de investimentos. Há que se destacar também que a inflação está controlada, os juros estão muito baixos e a capacidade produtiva do país está ociosa, este tripé dá sustentação para um bom giro da economia.

Reforma da Previdência

Embora trabalhe com dois cenários de reforma previdenciária, Marangon afirmou que o melhor seria uma reforma rápida e profunda, mas que também uma mudança em etapas, desde que comunicada com antecedência, não seria nada mal. Embora, sejam igualmente importantes a reforma tributária, a política e a manutenção do teto de gastos. Afirmou ainda que não trabalha com a hipótese de não haver a reforma da previdência, pois o novo governo tem sido bem claro quanto a sua realização.

Infraestrutura

Na opinião de Marangon, o Brasil deveria investir, no mínimo, 4% do PIB em obras de infraestrutura, o que significaria o dobro do atual. Cerca de US$ 80 bilhões por ano para recuperar o tempo perdido nos últimos 20 anos, mas que o protagonismo deve ser mesmo do setor privado. Em relação a timidez do BNDES nos contratos de financiamento, o executivo afirma que esse não é o problema e acredita que o país precisa ter um padrão global de contratos, de garantias, de riscos para garantir maior segurança aos financiamentos.

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