Plataformas da Petrobras feitas na China x Brasil – Eis a questão

Plataformas da Petrobras feitas na China x Brasil – Eis a questão

novembro 5, 2018 Off Por Renato Oliveira

Plataformas da Petrobras trazidas da China ainda não estão em operação enquanto que as fabricadas aqui, produzem óleo bem mais rápidas.

As 2 últimas  plataformas recebidas pela Petrobras, a P-69 e a P-67,  jogam lenha na antiga discussão se é melhor fazer encomendas à indústria nacional ou no exterior.
A P-69 depois de ter chegado da China no dia 28 de março do ano passado para as etapas de instalação dos módulos no casco, integração dos sistemas e comissionamento dos sistemas operacionais de seus 18 módulos, foi entregue pelo estaleiro Brasfels de Angra dos Reis em 31 de agosto último, já foi inspecionada e liberada em 5 dias, já tendo produzido o primeiro óleo.

Já a P-67, que chegou em julho da China, só esta semana deixou a baia da Guanabara onde passou por reparos e término de comissionamento antes de receber licença de operação, estando assim apta a seguir para o campo de Lula Norte na bacia de Santos. Segundo o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos recursos naturais renováveis) as licenças só puderam ser emitidas agora pois ajustes pelo empreendedor foram necessários durante este período.

Outro caso de sucesso nacional é o da P-76, hoje no estaleiro de Pontal do Paraná, que vai ser entregue pela Techint até o final do ano, está sendo tratado como exemplo a ser seguido, pois o projeto é emblemático por conta do seu alto nível de conteúdo local de 70%, e representa um símbolo da capacidade da indústria naval brasileira.


Na contramão temos o caso da P-75, que chegou a 2 meses da China e mesmo estando no campo de Búzios 2, na bacia de Santos, não passou pela vistoria do Ibama feita no mês passado por não estar ainda apta a operar e por depender de conclusões em seus sistemas. Um prejuízo enorme para os cofres da Petrobras já que cada plataforma tem capacidade de produzir 150 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás por dia.

O certo é que este embate está longe de terminar e dependerá muito da disposição do novo governo de rediscutir o conteúdo local atual de apenas 25% para as futuras obras, o que impactará sensivelmente onde as novas plataformas serão feitas.

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