Petroleiros organizam greve após anúncio da Petrobras por demissões em fábrica do Paraná

Petroleiros organizam greve após anúncio da Petrobras por demissões em fábrica do Paraná

Devido ao comunicado da Petrobras de fechamento da Fafen-PR, dirigentes da FUP e filiados estão preparando um ato para próximo dia 17

Funcionários da Petrobras reagiram com revolta ao anúncio nesta terça-feira (14) do encerramento das atividades da fábrica de fertilizantes localizada em Araucária, no Paraná (Fafen-PR). A decisão resultará na demissão de 396 funcionários da unidade e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados afirmaram que não houve qualquer negociação para discutir o destino dos trabalhadores. Com isso, os dirigentes das entidades estão planejando uma greve ainda essa semana.

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Representantes da FUP e dos sindicatos associados se reunião amanhã, quinta-feira (16), em Curitiba, para discutir uma ato nacional grevista em defesa dos direitos dos trabalhadores ameaçados pela gestão atual da Petrobras.

Na próxima sexta-feira (17), está prevista a realização de uma greve em Araucária contra as demissões na Fafen-PR pelo órgãos responsáveis, além de uma série de atos regionais em todo o Brasil, em defesa dos trabalhadores e preservação de seus empregos.

“A FUP e seus sindicatos não irão assistir de braços cruzados a esse desmonte promovido pela gestão da Petrobras, que quer demitir, alterar direitos e fazer imposições que impactam cruelmente a vida dos trabalhadores. A direção da empresa está nos chamando para a briga e a categoria irá responder à altura. Vai ter luta e resistência em todas as esferas. Não iremos recuar, nem deixar pra trás nenhum trabalhador”, informa o diretor da FUP, Deyvid Bacelar.

Além disso, a Petrobras segue roteiro e continua incentivando venda de sua refinarias apesar da forte resistência de seu corpo interno de funcionários, incluindo a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) e da Usina do Xisto (SIX), ambas no polo de Araucária, no Paraná.

Essas duas unidades fazem parte do grupo de oito refinarias, com suas redes de dutos e terminais, que a estatal brasileira pretende privatizar. Os interesses vem de todas parte: petroleiras, fundos de investimentos, grupos internacionais e empresas brasileiras do setor de distribuição de combustíveis.

Kelly Angelim

About Kelly Angelim

Engenheira de Petróleo especialista em Eficiência Energética e pós-graduada em Engenharia Civil; Possui experiência em atividades na indústria petrolífera onshore e vivência em áreas administrativas e de pesquisa científica.