Petroleira australiana negocia entrada no campo de Peregrino

Campo de Peregrino
 

Negociação deve ser concluída até o final de março e marcará a entrada da empresa no campo de Peregrino operado pela Equinor

A Petroleira australiana Karoon está em negociações com a chinesa Sinochem para a aquisição dos 40% relativos á sua parte na concessão do campo de Peregrino, em águas rasas da bacia de Campos.
O poço é operado pela norueguesa Equinor e produz quase 60 mil barris/dia. Todo o sistema de Peregrino é composto por duas jaquetas fixas (WHP-A e B) e um FPSO.

O empreendimento já conta com a implementação de sua fase 2 que adicionará uma terceira plataforma (WHP-C), já em construção nos Estados Unidos, a fim de aumentar sua atual produção.

O negócio

As duas petroleiras não revelam valores da negociação, sob a condução de seus conselhos na Austrália e na China e o suporte dos escritórios no Brasil, mas sabe-se que as conversas para a compra da parte da Sinochem começaram no final de 2017 e agora estão bem perto de serem finalizadas.

Ao ser confirmado, o farm-in (processo de aquisição parcial ou total dos direitos de concessão detidos por outra empresa) fará a Karoon ingressar no mercado de óleo pesado brasileiro e ter uma produção de 24 mil barris/dia.

A Karoon passará a ter junto com a Equinor a responsabilidade de investir cerca de US$ 2,5 bilhões na fase 2 do campo de Peregrino, que tem a previsão de começar a produzir em 2020.

Segundo especialistas a chinesa Sinochem, ao sair de Peregrino, deve fechar o seu escritório no Brasil e obedecer uma estratégia mundial da empresa, que é de rever suas iniciativas em Exploração e Produção e focar suas atividades no setor petroquímico.

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Renato Oliveira

Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships