Petrobras pode acabar com o conteúdo local na licitação dos Risers de Mero

Petrobras pode importar risers

Petrobras está promovendo em paralelo uma nova licitação para contratação dos umbilicais, só que desta vez sem índice mínimo de nacionalização, o que faz com que os risers sejam todos importados

A Petrobras, líder e operadora do consórcio de Libra, está promovendo, juntamente com a licitação original, uma outra para fornecimento das linhas de aço (STU, na sigla em inglês) para o campo de Mero sem exigência mínima de conteúdo local.
Vale lembrar que a licitação em andamento prevê 40% de nacionalização e que inicialmente o índice era de 55% mas acabou sendo reduzido.

Isto significa que os 59,350 km de umbilicais, podem ser totalmente importados. A licitação prevê ainda fornecimento de serviços de acompanhamento e testes.
Segundo o edital, o contrato será de dois anos e a entrega dos equipamentos será feita através do Porto do Açu, em São João da Barra (RJ), ou no Terminal de Vitória (Bavit), no Espírito Santo.

Ineditismo do equipamento

Como é a primeira vez que a Petrobras usa o STU em seus projetos, já que normalmente utilizava umbilicais termoplásticos, o processo terá os fornecedores sem a qualificação da tecnologia junto à estatal, o que pode acarretar problemas futuros em relação a licitação.

Os fornecedores respondem que como a qualificação de umbilicais é um processo caro e dada ao alto grau de incerteza de uso futuro do equipamento em novos projetos, ficou difícil justificar o investimento na qualificação dos mesmos.

O que se pratica no mercado é, com a exigência de qualificação pelas operadoras, os fabricantes estão autorizados a inclui-lo no preço do projeto e a faze-lo durante a execução do contrato.
Segundo a Petrobras, os umbilicais STU já foram utilizados em seus projetos e a tecnologia é muito usada no mercado.

A licitação deverá ter como candidatos as empresas: Aker Solutions, Prysmian, TechnipFMC, Oceaneering, MfX e Nexans e atualmente no país, somente a MxF, Prysmian e Oceaneering possuem fábricas de umbilicais, respectivamente em Salvador (BA), Vila Velha (ES) e no Niterói (RJ).
A data de entrega das propostas estava prevista para quinta-feiram passada (2/5), mas foi adiada para hoje, segunda-feira (06/5).

O consórcio de Libra é formado pela Petrobras, que é a operadora, com 40%, Shell (20%), Total (20%), CNOOC (10%) e CNPC (10%) e o primeiro óleo da área está programado para 2021.
Além desta licitação de umbilicais, a Petrobras também tem outras em andamento, tais como risers para campos de Roncador e para o Teste de Longa Duração (TLD) de Forno e Atapu.

Petrobras divulga Sonda Alpha Star, da Constellation como líder de licitação ! Clique aqui e leia !

Um passo simples para se trabalhar embarcado mas poucos conhecem...

Um dos mercados mais almejados para profissionais que desejam trabalhar no mar é o offshore, principalmente em embarcações e grandes navios. Apesar de pouco divulgado, este é um mercado dinâmico, com boa remuneração e escalas de folgas diferenciadas, em algumas empresas trabalha - se 6 meses por ano apenas.

Se você deseja saber o caminho para se trabalhar em navios de cruzeiro, embarcações de apoio e marcante, assista o vídeo revelador que tenha ajudado muitas pessoas no Brasil a ingressar neste mercado aqui.

Copy Protected by Chetan's WP-Copyprotect.