Petrobras fará a Integração da FPSO P-71 somente em 2020

construída em estaleiro chinês
 

Último FPSO de Replicantes fica fora do Plano de negócios da Petrobras, atraso se deveu ao cancelamento do contrato com a Ecovix e assinatura de um novo com o Estaleiro chinês.

Conforme o Plano de Negócios 2019-2023 divulgado pela Petrobras, a P-71 ficará mais uma vez de fora do planejamento. Porém, as obras de conversão do casco do FPSO seguem normalmente, no Estaleiro Chinês CIMC Raffles, e a previsão é que sua integração ao topside ocorrerá no primeiro semestre de 2020 no Estaleiro Jurong Aracruz (ES). A plataforma estava prevista para operar no campo de Sururu, na Bacia de Santos, mas a Petrobras, agora já não confirma mais a informação.

A P-71 é o último dos seis FPSOs replicantes contratados pela companhia. Inicialmente, a unidade teria seu casco construído pelo grupo Ecovix, no Estaleiro Rio Grande (RS), mas o contrato foi cancelado com 30% das obras concluídas, após a Engevix ser citada na Operação Lava Jato. O grupo entrou em crise financeira e a Ecovix em recuperação judicial, agora o estaleiro tenta um novo comprador para poder concluir o casco ao invés de vendê-lo como sucata.

Como estão as Replicantes

Em relação aos demais replicantes, os que estão em operação são a P-66 (eleita a maior FPSO produtora de 2018), na área de Lula Sul, e a P-69, em Lula Extremo Sul, no pré-sal da Bacia de Santos, ambas concluídas pelo estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ).

A P-67 já se dirigiu ao campo de Lula Norte e passa por testes finais para iniciar a produção, enquanto a P-68 é integrada no Jurong Aracruz (ES) e a P-70, está sendo construída na China.

Vale lembra que, originalmente, o pacote de replicantes era composto por oito FPSO’s, porém a Petrobras cancelou os contratos assinados com o Ecovix para construção dos cascos da P-72 e P-73. Parte dos módulos dessas plataformas chegou, porém, a ser construída, gerando atualmente custos de armazenamento e manutenção para a Petrobras com fornecedores. A expectativa é que tudo seja vendida como sucata.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships