Petrobras começará a perfurar os primeiros poços da fase I do Campo de Mero

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Campo da área de Libra no Pré-Sal começará a ser perfurado pela Petrobras, utilizando sondas da Transocean

Os primeiros poços de desenvolvimento da fase I do campo de Mero na Bacia de Santos, começarão a serem perfurados pela Petrobras na última semana de novembro. Os navios-sonda Deepwater Mikonos e Deepwater Corcovado, fretados pela Transocean, dará início a execução da campanha para operar sob dedicação exclusiva do projeto. Veja também: Fogo e explosões em Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) da Petrobras.

Tanto Mikonos quanto o Corcovado poderão operar as perfurações na área de Libra. Depois de finalizada a fase I, os navios-sonda passarão a perfurar os poços da segunda fase de desenvolvimento de Mero, cuja primeiro óleo está previsto para o ano de 2023, com o FPSO Sepetiba.

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Ambos os navios foram contratados em março e chegaram ao Brasil no final de outubro, onde estão estacionados em Angra dos Reis (RJ) para realização de procedimentos de liberação junto às autoridades brasileiras. O Deepwater Mikonos, mais avançado, já está a caminho da locação. Já o Deepwater Corcovado, estava com previsão de ser liberado na última sexta (22).

O desenvolvimento da fase I do campo de Mero está programada para começar a operar em 2021 e contará com 17 poços, que serão interligados ao FPSO Guanabara, atualmente sendo convertido na China em contrato com a Modec.

O consórcio de Libra formado pela Petrobras, Shell, Total, CNOOC e CNPC, com a chegada dos navios-sonda, voltarão a operar com duas unidades de perfuração. A área de Libra produz desde 2017, quando o FPSO Pioneiro de Libra realizou um teste de longa duração (TLD) e sistemas de produção antecipada (SPA).

O Deepwater Mikonos ficará afretado por 550 dias, podendo ser renovado por 815 dias. Já o Deepwater Corcovado será de 629 dias, com 680 dias opcionais. As taxas diárias de ambos navios-sonda serão de US$ 235 mil e US$ 215 mil, respectivamente.

O navio-sonda Petrobras 10.000, operado no Brasil pela Transocean em contrato com a Petrobras até 2020, é a única operação atual entre ambas.

Roberta Santiago

About Roberta Santiago

Engenheira de Petróleo, Pós-Graduanda em Engenharia de Comissionamento de Unidades Industriais e com vivência no exterior, possuo experiência com criação de conteúdo voltado ao setor de óleo e gás e de infraestrutura.