Parceria Equinor x Schlumberger inova mercado Offshore

Schlumberger
 

Modelo contratual inédito no mercado nacional integra perfuração e construção de poços à gestão da sonda que atuará na segunda fase de Peregrino, na Bacia de Campos.

Conforme publicamos em meados do mês de janeiro, o fechamento de um contrato entre a Schlumberger e a Equinor, em que a operadora irá gerenciar todas as atividades de perfuração para a petroleira norueguesa, trará uma inovação contratual no mercado brasileiro.
Pelo modelo convencional, A Equinor afretaria uma sonda de algum operador, mas com a Schlumberger o modelo utilizado foi o de construir o seu próprio equipamento e contratou a empresa para operá-la. O estaleiro KiIngleside, no Texas, é o responsável pela construção da sonda que tem previsão de entrada em funcionamento em 2020.

Segundo o country manager da Schlumberger no Brasil, Mário Faria, “Estamos criando um modelo comercial para unificar prestadores de serviço de sonda com todos os serviços de construção de poço. Isso permitirá a otimização dos equipamentos do topside, muitos dos quais são fabricados pela Cameron”.
Estima-se que o contrato gire na ordem de US$ 200 milhões, com validade de 10 anos e se inicie em outubro do ano que vem.

O novo modelo está sendo chamado no mercado como “Rig of the Future”, algo como: “Plataforma do futuro”, pois visa tornar a perfuração de poços mais rápida e reduzir o tempo ocioso das sondas, com a coleta de dados operacionais e tratamento estatístico em uma plataforma digital em que constará os principais equipamentos envolvidos nas atividades.
A Schlumberger já comunicou que está conversando com outras empresas interessadas em financiar a construção de outras sondas similares para adotar o mesmo modelo.

O que a Schlumberger espera para 2019

Segundo Faria, o fim do período de transição e de baixa que o mercado está vivenciando, não deve trazer grandes aumentos imediatos, mas tem boas expectativas em relação as licitações de Mero 2 (nove poços) e Lapa 2 (Total) e Sul de Gato do Mato (Shell), que devem demandar entre quatro e oito poços em cada caso.

O ponto forte da empresa é o serviço de intervenção de poços e com a crise, e o fim dos contratos com a Petrobras, decidiu descomissionar o WSV (Well Stimulation Vessel) Deep Stim I e manter o Deep Stim II em hibernação (cold stack).
No segmento Subsea a empresa participa de concorrências de árvores de natal molhadas (ANMs) de Mero 2 e de manifolds para a Revitalização de Marlim, a companhia está de olho em demandas para Lapa e Carcará, na Bacia de Santos.

Outra área em que a Schlumberger tem se destacado é a de abandono de poços, depois de atuar no campo de Tubarão Martelo, operado pela Dommo, a Schlumberger espera por novos projetos na área, como um piloto da Petrobras que prevê o abandono de três poços.
No campo de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) a empresa desenvolve hoje seis projetos de otimização de processos de perfuração em seu centro tecnológico na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships