Outro estaleiro no Rio de Janeiro ganha obra para construção de Navio, 350 vagas previstas

Outro estaleiro no Rio de Janeiro ganha obra para construção de Navio, 350 vagas previstas

agosto 5, 2018 Off Por Paulo Nogueira

O Estaleiro São Miguel foi contemplado em um contrato para construção de navio graneleiro e com mão de obra 100% nacional

Tudo indica que o Rio de Janeiro será o primeiro estado a sentir os impactos positivos rumo ao pós crise, a industria naval carioca começa a esboçar alguns vislumbres dos resultados das negociações intensas para que construções de embarcações e unidades offshore voltem a ser construídas nos estaleiros das regiões, massacrados pela forte recessão econômica e falta de contratos desde de 2014, obrigando a Petrobras, principal requisitante, a se desfazer de alguns ativos e construir algumas unidades em países orientais.

O Estaleiro São Miguel, que pertence ao grupo Bravante, firmou a pouco tempo mais um contrato para construir um navio graneleiro junto a  Navenor Serviços Marítimos, sob o controle do Grupo Salinor, a embarcação terá uma capacidade de transporte de 2.751 toneladas de sal.

Segundo as informações, o prazo de entrega será para junho de 2019 e após sua construção,  o navio fará sua logística de transporte para o Nordeste do Brasil. Com este feito, São Miguel se torna uns dos poucos estaleiros a conseguir obras na indústria naval em 2018. [Leia mais] Outro que fechou contrato a menos de um mês, foi estaleiro Brasfels em Angra dos Reis, do Grupo Keppel Fels, também conseguir um contrato com a Modec para construir os módulos do FPSO Carioca MV30.

O gerente de Engenharia do Estaleiro São Miguel fez a seguinte declaração: “O know-how conquistado em oito anos de construção de navios especializados e a excelência da nossa equipe técnica foram decisivos para essa conquista”.

O Estaleiro São Miguel finalizou e foi capaz de entregar o primeiro graneleiro à quase 3 meses atrás, com capacidade de carga em torno de 2162 toneladas, inclusive já está em plenas atividades e totalmente operacional, atuando no setor litorâneo no Rio Grande do Norte. Vale lembrar que estas obras usam mão de obra brasileira, gerando renda e trabalho local e impulsionado a industria de bens e serviços nacionais.