Obras do COMPERJ podem ser afetadas por impasse entre Bolsonaro e chineses

Obras do COMPERJ podem ser afetadas por impasse entre Bolsonaro e chineses

novembro 6, 2018 Off Por Renato Oliveira

Presidente da câmara de comércio e indústria Brasil china declarou que novos investimentos chineses estão em compasso de espera por ações do presidente eleito Jair Bolsonaro e obras do COMPERJ podem ser afetadas.

Segundo declaração de Charles Tang, presidente da câmara de comércio e indústria Brasil china, as últimas declarações do presidente eleito Jair Bolsonaro, não “caíram” muito bem na China e os empresários estão preocupados com suas ações a partir de sua posse no primeiro dia de Janeiro, fato que afetaria as obras do COMPERJ. Bolsonaro teria dito que os Chineses queriam dominar certos setores da economia Brasileira e que o Brasil não deveria “ficar na mão” dos chineses pois eles estariam comprando o Brasil e não comprando do Brasil.

Tais declarações teriam deixado os empresários chineses muito chateados ainda mais depois das criticas feitas por Bolsonaro após sua visita a Taiwan em fevereiro quando teria associado a China ao comunismo, fato rebatido por Tang ao afirmar que “a China vive hoje um capitalismo vibrante”.

Obras de conclusão do COMPERJ ameaçadas

Segundo um boletim do ministério do planejamento no mês passado os projetos de investimentos chineses no Brasil desde 2003 totalizavam U$ 70,4 Bilhões e uma postura agressiva do Brasil em relação á China teria impacto imediato, por exemplo, nas obras de conclusão do COMPERJ que foi um acordo entre a CNODC, uma subsidiária da CNPC para a retomada das obras paralisadas em 2014 após irregularidades em contratos denunciadas pela operação lava jato. o negócio também envolve investimentos no cluster de Marlim, na bacia de Campos.

Tang declarou que “o presidente eleito deve entender que é muito melhor terminar o COMPERJ que deixar ele apodrecendo… tem que dar graças a Deus que os chineses querem vir terminar” e ressaltou a importância da China para a melhora da economia brasileira e que em um possível retrocesso de suas relações, quem sairia perdendo seria o Brasil não a China.

Bolsonaro e o futuro ministro da economia Paulo Guedes receberam nesta segunda feira (05/11) um grupo de chineses liderados pelo embaixador da China no Brasil, Li Jinzhang, mas os participantes do encontro saíram sem dar entrevistas. Caso interesse , Bolsonaro e Paulo Guedes já têm uma política energética pré-concebida para o próximo governo, acessem o artigo aqui para mais detalhes.