Novo governo criará Secretaria de Privatização assim que assumir em janeiro

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A nova Secretaria ficaria ligada ao superministério da economia dirigido por Paulo Guedes e aceleraria a venda das estatais com o objetivo de fazer caixa

O futuro Ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende assim que assumir a nova equipe de governo em janeiro, criar a Secretaria de Privatização e Desinvestimento, que ficará sob a responsabilidade de seu Ministério, o da Economia. O objetivo da Secretaria será o de acelerar os processos de venda de ativos, com o objetivo de melhorar a saúde fiscal do país.

Paulo Guedes estaria colocando em prática um plano, o qual ele defende desde a década de 80, que é o de vender empresas estatais deficitárias para pagar as dívidas do país, o que derrubaria os juros e auxiliaria a atrair os investimentos, a criação da secretaria também, segundo ele, vai sinalizar que o assunto é prioridade para o próximo governo.

Bolsonaro declara repetidamente que Paulo Guedes tem “carta branca”, e atesta o seu plano de privatização, mas com ressalvas por exemplo para Furnas, subsidiária de geração controlada pela Eletrobras e a parte da Petrobras, muito embora o recém indicado novo presidente, tenha dito que a companhia vai focar em sua atividade principal, como exemplo de estatais que ele não pretende vender.

O histórico da Privatização

As privatizações ganharam força na década de 90, no governo doo então presidente Fernando Collor Mello, com a criação do PND (Programa Nacional de Desinvestimento), e o que se tem hoje no governo Michel Temer, que mais se aproxima a esta pasta, é a Secretaria Especial de Programa de Parcerias de Investimentos (SPPI), criado em 2016, é um órgão vinculado à Secretaria-Geral da Presidência que gerencia, além de privatizações, concessões e parcerias público-privadas.

Paulo Guedes declarou, durante toda a campanha eleitoral, que a sua intenção era de privatizar estatais para fazer caixa e assim diminuir a dívida do Estado e que muitas não dão retorno financeiro, ele chegou a afirmar que existiriam R$ 1 Trilhão em ativos a serem privatizados, mas investidores e especialistas divergem deste número.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)