Novas demissões nos estaleiros agrava crise em Suape (PE)

Vard e EAS demitem
 

Após mais demissões no Estaleiro Atlântico Sul e no Vard Promar, e o cancelamento de contratos na Rnest, o Complexo Industrial do Suape vê crise se agravar

O Estaleiro Atlântico Sul, acabou de confirmar em reunião com o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE), a demissão de 500 a 600 trabalhadores, e o vard Promar planeja demitir outros 80 até o fim do ano.
Estes fatos, conseguiram piorar ainda mais a crise da construção naval no país, e de quebra, conseguiram afetar também a situação caótica do Complexo Industrial de Suape, que também teve a sua má notícia, há dois dias atrás, quando o a Qualiman anunciou o rompimento do contrato com a Petrobras de construção da Unidade de Abatimento de Emissões Atmosféricas (SNOX) na Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e ameaçou fazer 1,2 mil demissões.

Num passado recente o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) tinha cerca de 11 mil empregados, podendo chegar a este fim de ano com pouco mais de 2 mil e segundo o sindicato a meta para 2019 é de 1300. Em sua carteira de encomendas hoje, o EAS tem um AFRAMAX no cais de acabamento com previsão de entrega em março de 2019 e outro com previsão para entre maio e junho também do ano que vem.

O Vard Promar já somou 1600 empregados em 2013, se continuar fazendo demissões até o fim do ano, entrará em 2019 com pouco mais de 150 funcionários diretos. O dois estaleiros juntos, já demitiram 1.171 pessoas, 672 foram no EAS e 498 no Vard Promar. E por fim a Rnest, grande jóia da coroa, que chegou em seu auge em 2011, 45 mil empregados, demitiu em 2014, 42 mil pessoas. Hoje o Complexo de Suape tem cerca de 100 empresas participantes e cerca de 20 mil funcionários, número este que tende a diminuir até o fim de 2018.

Previsões para o futuro

O EAS, conforme anunciado aqui no nosso portal, obteve a prioridade em um financiamento do FMM (Fundo de Marinha Mercante), de dois navios porta contêiner com capacidade de até 4,8 mil TEUs (Unidade que equivale a um contêiner de 20 pés), e duas embarcações para o mercado da cabotagem , mas conta com desfechos favoráveis com os armadores para formalizar estes contratos.

O Vard Promar participa da licitação das Corvetas classe tamandaré, de propriedade da Marinha do brasil e está no “short list” da quatro melhores propostas. Enquanto esse contrato não vem o Vard se ocupará de reparos em embarcações.

Em relação a Rnest aguarda-se os desfechos das investigações da operação lava jato e também a disposição do novo governo em relação a parcerias para concluir a unidade.

Veja também a expectativas para o setor de óleo e gás em 2019: Empregabilidade e negócios já concretizados !

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Renato Oliveira

Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships