Nova greve dos caminhoneiros pode acontecer dia 1º de novembro, caso Governo Federal não atenda novas exigências da categoria.

Valdemar Medeiros
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18-10-2021 11:30:17
em Economia, Negócios e Política
greve dos caminhoneiros - caminhoneiros - governo federal - greve Jacareí (SP), 24/5/2018 – PROTESTO CAMINHONEIROS. Caminhoneiros entram no 4º dia de paralisação, na Rodovia Presidente Dutra km 158 e 162, onde há bloqueios. Credito: Nilton Cardin/Parceiro/Agência O Globo

Entidades representantes dos caminhoneiros deram prazo de 15 dias para que o Governo Federal atenda as exigências. Caso as reivindicações não sejam atendidas, uma nova greve dos caminhoneiros acontecerá no dia 1° de novembro.

No último sábado (16), entidades representantes dos caminhoneiros se reuniram e deram prazo de 15 dias para que o Governo Federal atenda as reivindicações da categoria. Caso não sejam atendidos, os motoristas planejam fazer uma nova greve dos caminhoneiros a partir do dia 1° de novembro. Entre as exigências solicitadas pelas entidades estão o estabelecimento e o cumprimento de um frete mínimo, revisão da política de preços da Petrobras e redução do preço do diesel.

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1 milhão de motoristas participarão da possível greve dos caminhoneiros, no próximo mês

A reunião contou com a presença da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), o Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e a Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava). As entidades são ligadas aos caminhoneiros autônomos que fizeram parte da greve dos caminhoneiros de 2018.

De acordo com o diretor da CNTTL, Carlos Alberto Litti Dahmer, o Governo Federal teve um prazo de 3 anos para facilitar e melhorar a vida dos caminhoneiros autônomos e nada foi cumprido. Serão dados mais 15 dias para que a pauta, que é de conhecimento do Governo Federal e do ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, seja aplicada de fato para os motoristas, caso contrário haverá greve dos caminhoneiros novamente.

Ainda de acordo com Litti, os profissionais do setor enfrentam dificuldades jamais vistas e ainda destacou que a situação vem se agravando ao longo dos últimos três anos, após a nova regência do Governo Federal por Jair Bolsonaro. O chamado de ¨greve das entidades¨, conta com a participação de aproximadamente 1 milhão de caminhoneiros. Além disso, a sociedade também participará.

Confira as reivindicações solicitadas pelos caminhoneiros para que não haja greve.

As entidades divulgaram a lista de pedidos para que a greve dos caminhoneiros seja suspensa. Confira:

  • Constitucionalidade do Piso Mínimo de Frete;
  • Revisão da política de preços da Petrobras;
  • Redução do preço do diesel;
  • Aprovação do Marco Regulatório do Transporte Rodoviário de Cargas;
  • Mudanças na proposta do voto em trânsito no Senado;
  • Volta da Aposentadoria Especial com 25 anos de contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
  • Melhoria e criação de pontos para que os motoristas descansem.

Comissão Parlamentar de Inquérito do Combustível.

A articulação com o Governo Federal será feita pelo presidente da Frente Parlamentar Mista dos Caminhoneiros Autônomos e Celetistas e também deputado federal, Nereu Crispim (PSL-RS). O grupo é composto por 22 senadores e 273 deputados federais.

No fim do último mês, o grupo divulgou o documento que pedia a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito do Combustível (CPI). O pedido aconteceu logo após a Petrobras divulgar o aumento de aproximadamente 9% no diesel nas refinarias.

De acordo com a Frente, no documento divulgado, é preciso desvendar com urgência o “segredo” dos aumentos desenfreados do gás de cozinha e combustíveis. O fato é que há uma solução para que os preços sejam equilibrados, mas falta uma administração coerente. Se a estatal utilizasse o preço de paridade internacional, as refinarias estariam atuando a carga completa e as importações dessa ordem não seriam utilizadas.

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Valdemar Medeiros
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