Mesmo navio se envolve em nova mancha no mar do Porto de Santos

ibama investiga nova mancha
 

O mesmo navio, suspeito de ser o responsável pela primeira mancha, reportou às autoridades nova mancha ao deixar o Porto de Santos, nesta terça (15/01)

O navio “Rook”, depois de protagonizar, na Barra de Santos (onde os navios aguardam para acessar ao Porto), um episódio de vazamento de produto no mar afetando quatro cidades da região, na semana passada, está mais uma vez envolvido com as autoridades ambientais.
Ao deixar o Porto de Santos nesta terça-feira (15/1), sua tripulação notou uma mancha no mar e acionou imediatamente a autoridade ambiental que coletou novas amostras da água e encaminhou para análise na manhã da quarta-feira (16/1).

O navio e sua tripulação já eram suspeitos de serem os responsáveis por uma mancha que foi encontrada pela Receita Federal durante patrulha na área de fundeio do Porto. A embarcação estava carregado com 10.852 toneladas de fertilizantes e aguardava autorização para atracar no cais santista.

A agente ambiental do Ibama Ana Angélica Alabarce, declarou na semana passada em relação ao primeiro caso, que se trabalha com duas hipóteses: ou os porões foram lavados e os resíduos foram jogados ao mar ou o produto vazou por falhas operacionais. Já em relação á esta segunda mancha, encontrada pela tripulação do navio, Alabarce afirmou que “pode ser aquela antiga que acabou se quebrando, até porque era muito grande e que a área afetada pode ultrapassar 2 quilômetros, por isso, outras partes da mancha ainda podem surgir em Santos, São Vicente, Guarujá ou Praia Grande”.

Peixes mortos

Uma grande quantidade de peixes mortos também foram encontrados na região, mais especificamente nas proximidades da Ilha da Moela, no Guarujá e no Forte do Itaipu, em Praia Grande. Por enquanto o Ibama aguarda o resultado das análises coletadas da mancha no dia 10/1 e também desse episódio dos peixes mortos para saber se há uma relação entre eles.
Já em relação a esta nova mancha detectada esta semana (15/1) pela tripulação do “Rook”, a investigação correrá sob a responsabilidade da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) e se constato a culpa do navio, a empresa marítima Orion responsável pela embarcação pode ser multada em valores de R$ 5 mil a R$ 50 milhões.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships