Mega operação traz à tona Fragata que ficou 4 meses submersa

Fragata Norueguesa

Resgate da embarcação levou 4 meses e custou até agora US$ 75 milhões, ainda não se sabe se a Fragata da Marinha Norueguesa voltará a operar

Depois de uma mega operação que já custou cerca de US$ 75 milhões e durou 4 meses, a fragata KNM Helge Ingstad da Marinha Norueguesa está de volta á tona, repousada em um dique flutuante usado na operação.
A Marinha Norueguesa já encomendou aço para os reparos na embarcação, porém pairam muitas dúvidas se ela conseguirá ser salva e voltar a operar normalmente.

Um estudo, que deve levar 2 meses, avaliará se a Fragata teve a quilha torcida ou não durante a colisão e por ter ficado quase que toda submersa, seus equipamentos sofreram sérios danos, por isso seu destino ainda não foi decidido.
Cerca de 1400 componentes do navio já foram removidos e os motores e uma grande quantidade de equipamentos ainda precisam ser testados e possivelmente substituídos.

A colisão

Na madrugada de 8 de novembro do ano passado, na costa oeste da Noruega ao norte da cidade de Bergen, a fragata da Marinha Real Norueguesa KNM Helge Ingstad colidiu com o petroleiro Sola TS no fiorde de Hjeltefjorden.
As circunstâncias do naufrágio ainda não foram totalmente esclarecidas, mas fontes explicam que a fragata e o navio-tanque, viram-se de frente á frente para o interior do fiorde e o capitão do petroleiro disse à fragata guinasse para boreste (à direita), mas ela se negou alegando a proximidade da costa, pois estava a cerca de 900 metros.

Os dois navios mantiveram seu curso sem alterá-lo e, no último momento, a fragata guinou para bombordo (à esquerda), o que antecipou o choque.
A Marinha Norueguesa acusa a Navantia, estaleiro espanhol que a fabricou em 2009, pelo seu naufrágio devido a falha de projeto.

Uma falha crítica no projeto do navio em relação á estanqueidade foi detectada pelo Conselho de Investigação de Acidentes da Noruega (AIBN), já que a maior parte das avarias no casco aconteceram acima da linha d’agua, fato que preocupou a Marinha Norueguesa, pois foram adquiridas 4 Fragatas, a um custo de 1 bilhão de euros cada.

Especialistas espanhóis, por sua vez acusam a Marinha Norueguesa de negligência na operação da embarcação que estaria navegando em alta velocidade no momento da colisão e com o AIS (Automatic Identification System) desligado, apesar de navegar em águas restritas.

O acidente deixou oito dos 136 tripulantes da fragata levemente feridos e aconteceu quando o navio retornava à sua base depois de ter participado no exercício Trident Juncture da OTAN.
Toda a operação de resgate da Fragata foi feito em cooperação com a empresa de salvamento BOA e a Semco Maritime.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships