Ibama nega licença á Total para perfuração na Foz do Amazonas

total não poderá perfurar na bacia de foz do Iguaçu
 

Petroleira Francesa Total vai agora definir quais serão os próximos passos após indeferimento da licença pelo Ibama

Na última sexta-feira (07/12), a Petroleira francesa Total recebeu um duro golpe em sua atividade de perfuração marítima em cinco blocos exploratórios na Bacia da Foz do Amazonas, no Amapá, o indeferimento do pedido de licença pelo Ibama. Segundo o órgão o pedido foi indeferido “em razão de um conjunto de problemas técnicos identificados ao longo do processo de licenciamento, a petroleira foi notificada oficialmente da decisão do Ibama e vai analisar os documentos para decidir quais medidas vai tomar.

A Total, com 40% de participação, é a operadora de um consórcio que em 2013, após uma licitação, arrematou os cinco blocos juntamente com a sócia brasileira Petrobras (30%) e com a sócia britânica BP (30%). Os blocos são FZA-M-57, FZA-M-86, FZA-M-88, FZA-M-125 e FZA-M-127.

A presidente do Ibama, Suely Araújo, o parecer técnico apontou “profundas incertezas relacionadas ao Plano de Emergência Individual (PEI) do empreendimento, agravadas pela possibilidade de eventual vazamento de óleo afetar os recifes biogênicos presentes na região e a biodiversidade marinha de forma mais ampla”.

A equipe de Coordenação de Licenciamento Ambiental de Exploração de Petróleo e Gás identificou ainda, mais problemas que não foram sanados na documentação técnica que a Total apresentou ao Ibama, e que mesmo com as oportunidades dadas, a Total E&P do Brasil não esclareceu os pontos técnicos levantados durante o processo. O Ibama ressaltou que só em 2018 concedeu, no segmento de Petróleo e Gás 24 licenças e autorizações para atividades sísmicas, 20 para perfuração e 46 para produção.

Comemoração do Greenpeace

Quem gostou do indeferimento do pedido da Total foi a ONG Greenpeace, pois o considerou como uma grande vitória, pois vinha liderando, há cerca de 2 anos, uma campanha contra a exploração de petróleo na região, depois da descoberta de recifes de corais, rodolitos e esponjas com caraterísticas únicas, no mar de Amapá, sendo inclusive tema de publicação, em 2016, da revista Advances, em 2016.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships