Será lançado o programa Potencializa E&P, que visa garantir investimentos na exploração de petróleo e gás e transformar o Brasil no quarto maior produtor de petróleo do mundo.
A iniciativa será apresentada na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) – ainda sem data definida. A Potencializa E&P pretende realizar a exploração e desenvolvimento em campos de fronteira, incentivando o investimento em campos maduros ou campos econômicos marginais para que o país entre na lista dos maiores produtores de petróleo do mundo.
Além disso, o programa visa promover o desenvolvimento regional e incentivar produtores independentes de petróleo e gás cujas ações levam ao aumento de receita, arrecadação tributária, participação governamental, emprego e renda.
Segundo o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o objetivo é garantir a continuidade do desenvolvimento da indústria brasileira de exploração e produção de petróleo e gás por meio de políticas públicas.
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“O cenário extremamente desafiador de competição global de investimentos, reposição das reservas de petróleo e gás e transição energética exige que todos os atores governamentais acelerem, sigam as diretrizes do governo do presidente Lula, promovam o desenvolvimento do Brasil com bom senso e respeito ao meio ambiente”, disse.
Cenário para o maior produtor de petróleo do mundo
A exploração e produção de petróleo e gás têm atraído investimentos pesados, com foco no desempenho da Petrobras após a descoberta de vastos recursos do pré-sal durante o governo do presidente Lula. O Brasil produz atualmente 3 milhões de barris de petróleo por dia. Espera-se que esse número chegue a 5,4 milhões até 2029, tornando-se o quarto maior produtor de petróleo do mundo – com 80% de seus recursos provenientes do pré-sal.
Dado o indicador R/P (relação entre reservas provadas e produção) de 12,5 anos, os resultados positivos alcançados pelas ações dos governos Lula e Dilmah exigem continuidade, reposição das reservas de petróleo e gás.
O alto risco geológico das áreas não contratadas do pré-sal e o pequeno potencial para novas grandes descobertas de petróleo e gás exigiram o desenvolvimento de novas frentes de exploração, como o Grande do Norte, na borda equatorial do Brasil, que se estende desde a costa do Rio de Janeiro ao Oiapoque, extremo norte do país (AP). O último poço a receber autorização ambiental na margem equatorial foi em 2015 na Bacia Potiguar.
Para o ministro Alexandre Silveira, a indústria de petróleo e gás é a mola propulsora do desenvolvimento do Brasil. O setor responde por 15% do PIB industrial brasileiro, 48% da oferta nacional de energia e mais de 1,6 milhão de empregos diretos e indiretos.
O fortalecimento da indústria de petróleo e gás trará grandes oportunidades para o norte e nordeste do país, afirmou Silveira. “Precisamos dar aos jovens dessas regiões a chance de sonhar em trabalhar na indústria do petróleo e obter qualificação técnica. O novo pré-sal à beira do equador será uma revolução no emprego, na renda e nos sonhos dos jovens que querem empregos melhores”, concluiu o ministro.