Geração Eólica tem crescimento de 15% em 2018

CCEE divulga crescimento no setor

A fonte alcança 8,3% de toda energia produzida no país e aumenta sua representatividade na matriz energética brasileira

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em nota divulgada ao mercado na última quinta-feira (20/12), declarou o crescimento de 15% da geração eólica no Brasil. O período referenciado é o de janeiro a outubro deste ano e a comparação é em relação ao mesmo período do ano passado. Os geradores eólicos do país produziram 5.197,26 MW em média, em comparação aos 4.527 MW médios entregues ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em 2017.

Embora a liderança na matriz energética brasileira seja da hidráulica, com folgados 71,3% e as usinas térmicas respondendo por 20,4%, incluindo as usinas solares, a parcela de participação da força dos ventos chegou a 8,3% em 2018. Nada mal para um país que ainda engatinha nesta forma de geração de energia. Investimentos fortes fizeram com que o nordeste, sempre importador de energia, passasse a ser exportador.

Liderança do Rio Grande do Norte

A CCEE constatou um aumento de 16% de capacidade instalada em 557 usinas eólicas em operação, que somam 14.214 MW, se comparados aos 12.250 MW de capacidade das 480 unidades geradoras existentes em outubro de 2017.

O Rio Grande do Norte se mantém na ponta como o maior produtor de energia eólica no país, com 1.473,3 MW médios de energia entregues de janeiro a outubro de 2018. Em segundo lugar aparece a Bahia com produção de 1.236,4 MW médios e depois, com uma margem grande de diferença, o Ceará com 732,4 MW médios, o Piauí com 648,4 MW médios, e o Rio Grande do Sul com 617,4 MW médios.

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Renato Oliveira

About Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)