Geração de empregos no Brasil será o desafio em um cenário pós-pandemia, afirmam especialistas

Kelly
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22-06-2020 14:57:07
em Economia, Negócios e Política
Geração de empregos no Brasil será o desafio em um cenário pós-pandemia, afirmam especialistas Geração de empregos no Brasil será o desafio em um cenário pós-pandemia, afirmam especialistas

O governo deve realizar medidas estratégicas para promover setores que gerem empregos no Brasil, segundo um economista da USP

A crise da Covid-19 devem impactar uma geração de trabalhadores que já sofria com a modesta recuperação dos empregos após a recessão de 2015 e 2016 no Brasil, de acordo com especialistas em reportagem ao Estadão. Passada a pandemia, governo deve impulsionar setores que criem mais empregos, como o de infraestrutura e construção civil, segundo eles.

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“Uma das grandes vantagens de ser um País com tanta coisa a ser feita é poder vislumbrar saídas para o ano que vem, quando se espera que a economia poderá começar a ser recuperada. O Brasil, se tiver dirigentes com a cabeça no lugar, tem tudo para voltar a crescer. Mas é preciso bom senso e confiança”, afirma Hélio Zylberstajn, professor sênior da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo Clemente Ganz Lúcio, sociólogo e técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), “é preciso que o governo pense no dia seguinte à quarentena, planejando ações e medidas para garantir a renda dos brasileiros sem emprego.”

Ele ainda complementa que o governo deveria se mobilizar para criar estratégias pela geração de empregos, através de investimentos e financiamentos de longo prazo. “É preciso ter o Estado como indutor de investimentos em infraestrutura. Só que, enquanto outros países trabalham para construir a saída, o governo brasileiro quer voltar à agenda do ano passado. Como é possível, se o País não será o mesmo?”, completa.

Segundo o pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcel Balassiano, a recuperação dos empregos irá acontecer por meio do mercado informal, pelo menos em um primeiro momento. “Em outras crises, a volta do emprego acabou ocorrendo pelo mercado informal e isso faz sentido – quem perde o emprego de carteira assinada vai para a informalidade”.

Ele ainda destaca que o Produto Interno Bruto (PIB) do país sofreu uma redução, em média, de 1,3% ao ano, nos últimos sete anos. “Algumas pessoas acham que a economia pode ser ligada e desligada de uma hora para outra. Não é assim. Mesmo depois que o pior passar, a recuperação será lenta.”

Segundo dados da Pnad Contínua, do IBGE, a taxa de desemprego era de 12,6%, em abril, mas estima-se que deve alcançar a marca de 17% ou 18% até o fim do ano. Enquanto a pandemia não passa e as soluções ainda se mostram distantes, os trabalhadores brasileiros precisam descobrir como sobreviver à crise.

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Engenheira de Petróleo especialista em Eficiência Energética e pós-graduada em Engenharia Civil; Possui experiência em atividades na indústria petrolífera onshore. Entre em contato para sugestões de pauta, postar vagas de emprego ou proposta de publicidade em nosso portal.
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