FPSO da BW terá futuro definido este semestre pela Petrobras

Incidente com FPSO causa dúvidas
 

Incidente com o FPSO Cidade de São Matheus completa quatro anos e Petrobras deve definir ainda neste semestre seu futuro e do campo de Camarupim

Na semana passada, um dos maiores incidentes da história do setor petrolífero brasileiro, em termos de número de mortes, completou quatro anos.
No dia 11 de fevereiro de 2015, uma explosão no FPSO Cidade de São Mateus, de propriedade da BW Offshore que operava para a Petrobras nos campos de Camarupim e Camarupim Norte, na Bacia do Espírito Santo, deixou nove trabalhadores mortos.

Na época, em decorrência do incidente, a produção nos campos foi interrompida e até hoje não foi retomada, com o último prazo dado pela ANP para que isso aconteça se findará em julho deste ano.
Conforme estabelecido pela ANP, a Petrobras apresentou, no final de dezembro, um novo plano de desenvolvimento dos campos e aguarda sua avaliação pela agência.

A ANP já tinha negado, em julho do ano passado, pedido da estatal brasileira para prorrogar o prazo de interrupção da produção dos campos de gás até janeiro de 2023 e deixou claro que o novo prazo deveria ser definido após a aprovação do plano de desenvolvimento apresentado.

Segundo este plano, além da volta da operação do FPSO, algumas alternativas foram estudadas pela Petrobras, tais como: subsea to shore (desenvolvimento sem topside); jaqueta; interligação ao FPSO Cidade de Vitória, que está em operação no campo vizinho de Golfinho ou a instalação de uma unidade de menor porte. A ANP deu 30 dias para a petroleira apresentar um relatório com os resultados de tais ações.

A Petrobras detém 100% da operação do campo de Camarupim , que fica localizado em lâmina d’água de 888 metros, a cerca de 40 km do litoral do Espírito Santo, ele foi declarado comercial em 2006 e começou a produzir em 2009.
Antes do incidente o FPSO Cidade de São Mateus produzia cerca de 2 milhões de m³/d de gás via oito poços. Uma prorrogação do contrato de afretamento com a Petrobras, que venceria este ano foi feito até 2019 e poderá ser renovado até 2024.

O incidente com o FPSO

Ás 11:30 do dia 11 de fevereiro de 2015 foi encontrado um vazamento de condensado na casa de bombas e após tentativas sem sucesso de parar o vazamento com mantas absorventes, os brigadistas optaram por usar a a mangueira de combate a incêndio para a lavagem do local, enquanto os parafusos da conexão que apresentava o vazamento eram apertados.

Após o pedido de se aumentar a pressão, uma forte explosão ocorreu destruindo a praça de máquinas e sua sala de controle, ao término das buscas por desparecidos constataram-se 9 mortes e 26 feridos.

A FPSO Cidade de São Mateus está passando por reparos no estaleiro da Keppel em Cingapura e a Petrobras informou que os contratos estão em vigor e que o futuro da FPSO e do campo de Camarupim será definido ainda neste semestre.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships