Em 2019 Petróleo criará 100 mil empregos diretos e indiretos

Em 2019 Petróleo criará 100 mil empregos diretos e indiretos

janeiro 28, 2019 Off Por Renato Oliveira

2019 é aguardado pelos especialistas como o ano da retomada do setor que exige muita qualificação profissional e que detém os salários acima da média de nossa indústria

O ano de 2019 chegou e com ele veio a esperança de dias melhores para a indústria do petróleo do país tão afetada pela crise nos últimos anos. A queda do preço do barril do Petróleo e os cancelamentos dos contratos devido as denúncias de corrupção feitas pela operação lava jato, fizeram a indústria passar por maus bocados desde 2014.

Enfim, toda a cadeia de Óleo e Gás, começa a dar sinais de melhora com as contratações neste início de ano. A economia do Estado do Rio de Janeiro, duramente afetada pela crise, dá sinais de recuperação, assim como o Comércio, serviços e mercado imobiliário, que sofrem influência indireta do mercado de óleo e gás.

Para a Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), 12 mil empregos diretos devem ser gerados ainda em 2019 e o Coordenador de Conteúdo Estratégico da Gerência de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, Thiago Valejo Rodrigues, explica que este número é somente de empregos em exploração e produção, cada emprego direto em plataformas gera duas vagas indiretas, em atividades de terra e de apoio, e oito vagas no chamado “efeito multiplicador”. Espera-se portanto cerca de 100 mil vagas em 2019.

Sinais de recuperação

São muitos os motivos para a onda de otimismo que assola o setor, como por exemplo, a meta da Petrobras de dobrar a produção até 2030, que irá requerer investimentos e uma infraestrutura que precisa começar a ser construída a partir de agora.
Assim como os leilões previstos para 2019 do Pré-sal que demandará por partes da Petrobras e das empresas estrangeiras recursos humanos que hoje elas não tem e isso já começou com algumas contratações por empresas estrangeiras nas áreas principais ou de apoio.

A Shell espera um aumento na atividade, muito em função das áreas adquiridas há 2 anos atrás e que devem começar a produzir agora. A própria Bacia de Campos deve voltar a ser protagonista na produção de Petróleo com as rodadas de licitação deste ano.

Demanda por profissionais

Os sinais da retomada são sentidos por todos os lados da cadeia de produção, donos de cursos profissionalizantes, de línguas, todos tem a mesma opinião, o ano de 2017 já foi melhor que o de 2018, mas o de 2019 tende a ser muito melhor.
O momento de se investir na carreira no setor de Óleo e Gás é agora e as maiores demandas será nas áreas de exploração e produção, com espaço tanto para técnicos de nível médio, quanto para profissionais do nível superior, inclusive nas áreas de Gestão e Administração.

A maioria das vagas devem se concentrar nas regiões de Macaé, Rio de Janeiro, Niterói, Angra dos Reis e Itaguaí, onde se concentram os estaleiros e as bases de apoio. O grande atrativo deste segmento sempre foi o salário, acima da média, mas por outro lado, o grau de exigência na qualificação sempre foi alto também.
Para o Coordenador de Conteúdo Estratégico da Gerência de Petróleo, Gás e Naval da Firjan, Thiago Valejo Rodrigues, a capacitação é fundamental para garantir uma vaga nesse mercado competitivo e há espaço para todos, desde os mais experientes e qualificados, como também para os recém formados, por conta da renovação das empresas.

Muitos são os cursos de capacitação existentes no mercado, tais como o de mergulho raso profissional, Corte e soldagem subaquática, pintura industrial e Cursos Técnicos integrado na área de óleo e gás que podem ser presenciais ou á distância com apenas algumas aulas e encontros presenciais, com preços variando de gratuitos a R$ 7.094,79. Portanto mãos á obra e procurem uma especialidade da sua preferência e pesquise por cursos, qualifique-se e esteja preparado.

Chineses de olho nos leilões de concessão de portos e Ferrovias brasileiras ! Saiba mais aqui !