Edital de construção de Angra 3 sai em Junho e tem cinco interessados

Angra 3 terá edutal em Junho
 

Edital para a escolha do parceiro privado será publicado em junho pelo MME que estabeleceu o ano de 2026 para entrada em operação da planta nuclear

As obras de conclusão da usina de Angra 3 estão cada vez mais próximas de serem retomadas, segundo documento do MME onde o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, divulga o detalhamento das principais metas de sua gestão, a usina de Angra 3 é um dos pilares da política nuclear brasileira e a emissão do edital, em junho, para conclusão das obras, através da escolha de um parceiro da iniciativa privada já movimenta o mercado.

O Ministério trabalha nos estudos de viabilização econômica do projeto, mas segundo o Ministro o risco, não há grandes riscos de se ter a participação de um parceiro privado.
Apesar do Ministério não divulgar quais são as cinco empresas pretendentes, especula-se no mercado que grandes empresas internacionais se pronunciaram e já assinaram memorandos de entendimento com a Eletronuclear, operadora da usina, visando participar das obras. Entre elas, a chinesa CNNC, a francesa EDF, a russa Rosatom e a sul-coreana Kepco.

Energia mais barata no Sudeste

Bolsonaro é um defensor do término da usina e para tal escolheu um especialista para a pasta do Ministério da Minas e Energia (MME), Bento Albuquerque era gestor do PROSUB da Marinha que envolvia a construção de um submarino nuclear. Segundo especialistas o trabalho do ministro tem sido muito bom, com grandes evoluções na questão de Angra 3.

Para o presidente Bolsonaro a entrada em operação da usina barateará a energia elétrica no sudeste, pois neste projeto existem perdas de transmissão e é preciso mais linhas para transportar 1 MW de energia na região.
Sendo assim aumentaram as perdas de energia do sistema, como a usina fica em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, essa perda tende a ser menor na região Sudeste.

Segundo o ministro Castello Branco, é inaceitável um país que tem a sétima maior reserva de urânio (com apenas 30% do território prospectado), deter a tecnologia de processamento, e não investir nessa matriz energética.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships