Construção em módulos da Termelétrica de Sergipe adianta cronograma

economia de tempo

Sistema inovador de modularização usado na construção da usina termoelétrica de Sergipe pode reduzir seu prazo de entrega em até 18 meses

Um processo chamado de modularização vem sendo utilizado na construção da Usina Termelétrica Porto de Sergipe I, projeto da Celse (Centrais Elétricas de Sergipe) e tem resultado em ganhos de qualidade, segurança e prazo, que pode representar até 18 meses a menos no cronograma.
Em Barra dos Coqueiros a GE está finalizando a modularização dos equipamentos, tubulações, sistema elétrico, instrumentação e cabos de comando e controle, que foram entregues pré-montados e pré-comissionados

Para a diretoria da UTE a modularização permitiu uma economia de até 150 mil horas de trabalho na planta, o que representou redução de até 18 meses de obras, se comparado com empreendimentos que utilizam a metodologia convencional.
Os Ganhos dos clientes, tanto no cronograma físico quanto no financeiro, foram consideráveis.

Metodologia pioneira

É a primeira vez que a GE utiliza a modularização em larga escala em um projeto, foram entregues 03 módulos para a UTE Porto de Sergipe I, sendo 33 módulos das caldeiras (HRSG), 25 módulos do sistema de utilidades (BOP) e 45 módulos do sistema interno das caldeiras (OCC).
Segundo Luciano Silva, diretor do Projeto da GE, o segredo do sucesso foi o perfeito entrosamento das equipes de planejamento da GE e fa Celse.

Os módulos chegaram até Sergipe pelo mar e necessitaram que os equipamentos fossem projetados conforme os recursos de logística e içamento disponíveis.
Com dimensões gigantescas o maior módulo mede 8,5 m de altura, 8,5 m de largura e 33 m de comprimento. Os 58 módulos principais (HRSG e BPO) somam cerca de 6.000 toneladas.

A fabricação modularizada utilizada pela GE nasceu com o intuito de atender a demanda de prazo da CELSE que venceu o leilão da energia nova em abril de 2015, que previa 26 contratos entrando em operação em janeiro de 2020.

O presidente da Celse, Pedro Litsek, demonstrou toda sua satisfação a metodologia utilizada e declarou: “Estamos muito satisfeitos com a execução da obra pela GE; o conceito de construir a usina como um “Lego” acelerou em muito a execução da obra. Para se ter uma ideia, em agosto de 2017, tínhamos finalizado a terraplenagem, hoje estamos com praticamente a montagem concluída e nos preparando para o comissionamento”.

Quando começar a operar, a UTE Porto de Sergipe I irá operar com aproximadamente 40 funcionários e terá a capacidade de gerar aproximadamente 1.551 MW.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships