Consórcio italiano na briga para construir as Corvetas quer reativar estaleiro em Recife

Apresentação dos italianos apresentou oprojeto
 

Executivos do Consórcio FLV estiveram quarta-feira (23) em Recife para prospectar negócios e divulgar o projeto da Corveta Classe Tamandaré

Executivos italianos do grupo Fincantieri do Consórcio FLV, estiveram na quarta-feira (23/1), na sede da FIEPE (Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco), em Recife. O motivo foi concentrar forças para tirar a construção naval do estado da crise, vale lembrar que o Fincantieri é a única empresa participante do short-list de licitação para construção das Corvetas para a Marinha do Brasil, que pode executar as obras no estado, pois é a dono do estaleiro Vard Promar.

Na comitiva dos italianos á visita na FIEPE estavam o presidente do Fincantieri no Brasil, Stelio Vaccarezza, a Ministra da defesa da Itália, Elisabetta trenta e alguns diplomatas italianos. eles foram recebidos pelo presidente da FIEPE, Ricardo Essinger.
A agenda do encontro girou em torno da apresentação do projeto das Corvetas aos pernambucanos e depois eles seguiram para um almoço com o governador Paulo Câmara antes de embarcarem para Brasilia.

As vantagens do projeto italiano

Presente no short list (quatro empresas classificadas para a fase final) da licitação da Marinha do Brasil para construção de quatro Corvetas Classe Tamandaré, podendo ser o projeto desenvolvido pela marinha ou de porte semelhante, o grupo FLV é composto pela Fincantieri S.P.A, pelo grupo, também italiano, Leonardo S.P.A e o Estaleiro Vard Promar, com sede no Complexo Portuário de Suape (PE).

O investimento estimado é de US$ 1,6 Bilhão, e as embarcações são vitais para a Marinha patrulhar a costa brasileira e para realizar as operações de paz no Atlântico Sul sob o comando da ONU.
Dois fatores deixam otimistas os italianos, um é o fato de que a empresa é a única que usará o projeto brasileiro, as demais empresas usarão projetos próprios e se a Marinha brasileira quiser exportar o modelo, terá que pagar pelo direito de uso do projeto.
O outro fator, é que o FLV não precisará fazer participação com nenhum estaleiro nacional, pois já é dono do Vard Promar e lá realizará a obra.

A expectativa é que, caso saia vencedor na licitação, o empreendimento gere cerca de 500 empregos diretos no estaleiro em Suape, que perdeu muitos postos de trabalho com a crise do Estaleiro Atlântico Sul (EAS).
A indústria naval pernambucana pode até ter horizontes mais tranquilos, o FLV já sinalizou a intenção de fabricar em série as (CCT’s) Corvetas Classe Tamandaré e exportar para outras marinhas, como a Argentina, Chile, Equador e Colômbia que também tem demanda por este tipo e equipamento, pois contam com frotas obsoletas.

Em contra partida outros dois participantes da licitação das Corvetas já sinalizaram que pode fazer a obra no Arsenal de Marinha no rio de janeiro ! Acesse aqui e leia a matéria !

Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships