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Cientistas descobrem por que 90% das pessoas são destras e nova pesquisa revela ligação surpreendente entre cérebro, pernas e evolução humana

Escrito por Jefferson Augusto
Publicado em 19/05/2026 às 18:29
Atualizado em 19/05/2026 às 18:32
Evolução humana relacionada à predominância de pessoas destras
Estudo aponta ligação entre evolução dos hominídeos e preferência pela mão direita.
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Estudo internacional publicado por pesquisadores da Universidade de Oxford aponta que a predominância da mão direita pode estar diretamente ligada ao bipedismo, ao crescimento cerebral e à evolução dos primeiros hominídeos

Você já parou para pensar por que a maioria esmagadora da população mundial escreve, segura objetos e realiza tarefas com a mão direita? Embora essa característica esteja presente em cerca de 90% dos seres humanos, a ciência ainda buscava respostas definitivas sobre a origem dessa dominância corporal. Agora, uma nova pesquisa internacional trouxe pistas importantes e revelou uma ligação surpreendente entre cérebro, pernas e evolução humana.

A informação foi divulgada em 27 de abril pela revista científica “PLOS Biology”, com base em um estudo liderado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. Os pesquisadores analisaram o comportamento de dezenas de espécies de primatas e descobriram que a preferência pelo lado direito do corpo é uma característica fortemente humana, muito mais rara em macacos e símios.

Segundo os cientistas, a explicação pode estar diretamente relacionada ao desenvolvimento do bipedismo — quando os ancestrais humanos passaram a andar sobre dois pés — e ao crescimento progressivo do cérebro ao longo da evolução.

Além disso, os pesquisadores acreditam que essa mudança ocorreu lentamente durante milhões de anos até atingir o padrão observado atualmente no Homo sapiens.

Pesquisa analisou 41 espécies de primatas e comparou cérebros, pernas e comportamento

Para chegar às conclusões, os cientistas analisaram características comportamentais, neurológicas e sociais de 41 espécies de hominoides, incluindo seres humanos, símios e outros primatas.

O estudo utilizou simulações estatísticas avançadas focadas em relações evolutivas interespecíficas. Além disso, os pesquisadores compararam fatores como tamanho cerebral, estrutura corporal, locomoção, uso de ferramentas, habitat, dieta e comportamento social.

Um dos pontos centrais da pesquisa foi a chamada lateralidade, termo utilizado pela ciência para definir a preferência natural por usar mais um lado do corpo do que o outro.

Os pesquisadores inseriram duas variáveis principais nas análises: o tamanho do cérebro e a proporção entre o comprimento das pernas e dos braços, considerada uma referência importante para o movimento bípede.

Segundo o estudo, cérebros maiores e pernas mais longas apresentaram forte correlação com a dominância manual direita.

Thomas Püsche, pesquisador da Universidade de Oxford e um dos autores do estudo, afirmou em comunicado oficial que os resultados sugerem relação direta entre a lateralidade humana e algumas das principais características que diferenciam nossa espécie.

“Os resultados provavelmente estão ligados à postura ereta e à evolução de cérebros maiores”, explicou o pesquisador.

Evolução humana fortaleceu lentamente a dominância da mão direita

Os cientistas também reconstruíram estimativas sobre a lateralidade de ancestrais humanos já extintos. A análise mostrou que espécies antigas como Ardipithecus e Australopithecus apresentavam apenas uma leve tendência ao uso da mão direita.

No entanto, essa dominância começou a aumentar de maneira mais evidente em espécies como Homo ergaster, Homo erectus e Neandertais.

O ápice desse processo evolutivo aparece atualmente no Homo sapiens, espécie em que aproximadamente 90% da população é destra e apenas cerca de 10% é canhota.

Segundo os pesquisadores, esse fortalecimento ocorreu em duas grandes etapas ao longo da evolução humana.

A primeira começou quando os hominídeos passaram a caminhar sobre dois pés. Isso liberou os membros superiores para tarefas mais complexas, como manipulação de objetos, fabricação de ferramentas e movimentos finos.

Posteriormente, conforme o cérebro humano aumentou de tamanho e complexidade, a especialização motora do lado direito se consolidou progressivamente.

Além disso, os cientistas destacam que o desenvolvimento cerebral pode ter favorecido uma divisão mais eficiente das funções motoras e cognitivas dentro do cérebro humano.

O que pernas e cérebro têm a ver com ser destro?

Embora a relação pareça curiosa à primeira vista, os pesquisadores explicam que o bipedismo alterou completamente a dinâmica corporal dos primeiros hominídeos.

Antes disso, os membros superiores tinham papel importante na locomoção. Quando nossos ancestrais passaram a andar sobre duas pernas, os braços ficaram livres para outras funções.

Com o tempo, o cérebro passou a especializar movimentos mais precisos, principalmente do lado direito do corpo.

Além disso, os cientistas acreditam que a evolução neuroanatômica teve papel fundamental na consolidação da dominância manual.

Segundo a pesquisa, essas mudanças ajudaram a moldar padrões ecológicos e comportamentais não apenas em humanos, mas também em outros animais.

Outro ponto importante destacado pelo estudo envolve o uso de ferramentas. Conforme os ancestrais humanos começaram a manipular instrumentos com maior frequência, a repetição de movimentos precisos pode ter favorecido ainda mais a especialização motora.

A equipe agora pretende ampliar as pesquisas para entender como fatores culturais também ajudaram a consolidar a predominância da mão direita ao longo das civilizações humanas.

Mistério da lateralidade ainda intriga a ciência

Apesar dos avanços, os pesquisadores reconhecem que a lateralidade humana ainda não foi completamente compreendida.

Isso porque fatores genéticos, neurológicos, ambientais e culturais parecem atuar simultaneamente no desenvolvimento da dominância corporal.

Além disso, cientistas pretendem investigar se padrões semelhantes podem existir em outras espécies não pertencentes ao grupo dos primatas.

Conforme publicado pela revista científica PLOS Biology e divulgado pela Universidade de Oxford em 27 de abril, o estudo representa uma das análises mais completas já feitas sobre lateralidade humana e evolução.

A descoberta também reforça como características aparentemente simples do cotidiano podem esconder milhões de anos de adaptação biológica.

E você, é destro ou canhoto? Já imaginou que essa característica pode estar ligada diretamente à evolução dos nossos ancestrais ao longo de milhares de séculos?

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Yuri Silva
Yuri Silva(@yuri_mt_sv)
21/05/2026 06:59

Cara, eu estou acompanhando essas notícias com o tema “cientistas descobrem algo surpreendente no cotidiano de um grupo seletivo de pessoas”, aí quando eu leio a notícia são coisas que a comunidade mais bem desinformada da cidade já sabe a quase 10 anos.

Exemplos: Cientistas descobrem que os pais atuais estão criando a geração mais mimada da história.

Sendo que isso é conhecimento de 10 anos atrás….. Ou na melhor das hipóteses isso é só para gerar engajamento, tomara que seja.

Jefferson Augusto

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