Caveirão do mar entra em operação no Porto de Santos

Caveirão do mar entra em operação no Porto de Santos

março 1, 2019 Off Por Renato Oliveira

Embarcação apelidada de caveirão do mar será usada no combate ao narcotráfico e à pirataria no Porto de Santos

A Marinha do Brasil começou a operar esta semana uma embarcação blindada e de alta velocidade no Porto de Santos visando o combate ao ao narcotráfico, à pirataria e a crimes ambientais na região do Porto de Santos, no litoral de São Paulo.
A embarcação batizada de Mangangá recebeu de imediato o apelido de “caveirão dos mares” (por sua robustez), tem nove metros de comprimento, pode atingir mais de 70 km/h, navega em regiões com profundidade mínima de 50 centímetros.

Sua cabine blindada comporta 5 militares, suporta até tiros de fuzil, e pode ser equipada com metralhadoras. A lancha custou R$ 1,5 milhão e foi fabricada no Rio de Janeiro.
O nome Mangangá vem de uma espécie de peixe-pedra ou peixe-escorpião, que tem espinhos venenosos espalhados na região dorsal e que vive em águas rasas entre as pedras e quando pisado causa uma dor que não é aliviada nem por morfina.

O Porto de Santos foi o escolhido, através da Patrulha Naval do Sul-Sudeste, por ser o mais importante do país com participação superior a 25% da balança comercial e por ser constantemente alvo de ataques piratas como o ocorrido com o navio da Hamburg Sud em dezembro passado.

Outras embarcações de patrulha

A Marinha já possui uma embarcação deste tipo operando em Foz do Iguaçu e duas na Baía da Guanabara, no Rio de janeiro. Todas as lanchas foram fabricadas pelo estaleiro DGS Defense no Rio de Janeiro.


Segundo o capitão-de-fragata Carlos Marden Soares Pereira da Silva, comandante do grupamento em Santos, a lancha tem tripulação altamente treinada, possui equipamentos de visão noturna, radares e sensores que permitem patrulhamento 24 horas e em qualquer condição de mar, inclusive em águas rasas e na região onde os navios ficam fundeados aguardando vaga para atracar.

Em abril a Marinha do Brasil espera a chegada do navio patrulha “Barracuda” e em Setembro o “Espadarte”. São embarcações de guerra e mais lentas que a Mangangá, mas de dimensões maiores.

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