Caveirão do mar entra em operação no Porto de Santos

Porto de Santos

Embarcação apelidada de caveirão do mar será usada no combate ao narcotráfico e à pirataria no Porto de Santos

A Marinha do Brasil começou a operar esta semana uma embarcação blindada e de alta velocidade no Porto de Santos visando o combate ao ao narcotráfico, à pirataria e a crimes ambientais na região do Porto de Santos, no litoral de São Paulo.
A embarcação batizada de Mangangá recebeu de imediato o apelido de “caveirão dos mares” (por sua robustez), tem nove metros de comprimento, pode atingir mais de 70 km/h, navega em regiões com profundidade mínima de 50 centímetros.

Sua cabine blindada comporta 5 militares, suporta até tiros de fuzil, e pode ser equipada com metralhadoras. A lancha custou R$ 1,5 milhão e foi fabricada no Rio de Janeiro.
O nome Mangangá vem de uma espécie de peixe-pedra ou peixe-escorpião, que tem espinhos venenosos espalhados na região dorsal e que vive em águas rasas entre as pedras e quando pisado causa uma dor que não é aliviada nem por morfina.

O Porto de Santos foi o escolhido, através da Patrulha Naval do Sul-Sudeste, por ser o mais importante do país com participação superior a 25% da balança comercial e por ser constantemente alvo de ataques piratas como o ocorrido com o navio da Hamburg Sud em dezembro passado.

Outras embarcações de patrulha

A Marinha já possui uma embarcação deste tipo operando em Foz do Iguaçu e duas na Baía da Guanabara, no Rio de janeiro. Todas as lanchas foram fabricadas pelo estaleiro DGS Defense no Rio de Janeiro.


Segundo o capitão-de-fragata Carlos Marden Soares Pereira da Silva, comandante do grupamento em Santos, a lancha tem tripulação altamente treinada, possui equipamentos de visão noturna, radares e sensores que permitem patrulhamento 24 horas e em qualquer condição de mar, inclusive em águas rasas e na região onde os navios ficam fundeados aguardando vaga para atracar.

Em abril a Marinha do Brasil espera a chegada do navio patrulha “Barracuda” e em Setembro o “Espadarte”. São embarcações de guerra e mais lentas que a Mangangá, mas de dimensões maiores.

Sobre o número de mulheres na indústria marítima, saibam quais são as principais razões por trás do pequeno número nesta modalidade ! Clique aqui e veja o porque !

Renato Oliveira

About Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)