Campo de Carcará da Equinor movimenta o mercado offshore

Equinor vai demandar FPSO

Campo descoberto pela norueguesa Equinor demandará muitas contratações de bens e serviços, incluindo um gigantesco FPSO

O primeiro trimestre de 2019 pode ganhar um de seus maiores processos licitatórios, o campo de Carcará (bloco BM-S-8), da norueguesa Equinor, na bacia de Santos, pode ter a concorrência de seu SURF (Subsea, Umbilicals, Risers and Flowlines) lançado no mercado. O primeiro óleo do campo está programado para ser produzido entre 2023 e 2024.

Segundo informações que circulam no (ansioso) mercado, será um dos maiores FPSO operando em águas brasileiras, capaz de produzir até 220 mil bopd. No início do ano a empresa já havia divulgado a descoberta, porém desde 2018 está consultando o mercado sobre a construção da embarcação.
É bem provável que a Equinor dê preferência para epcistas que já atuam no Brasil, como a Modec e a SBM, devido a um melhor entendimento das condições de conteúdo local vigentes.

A Equinor não deu maiores detalhes da licitação, por achar que o projeto de Carcará ainda está em fase inicial e que faltam muitas definições para se chegar a um conceito final.
“Neste estágio do processo estamos conversando com diversos fornecedores sobre possíveis soluções. Novas informações serão disponibilizadas à medida que amadurecermos o projeto junto a nossos parceiros”, acrescentou a empresa.

O campo de Carcará

O campo de Carcará tem como operadora a Equinor, com 40% de participação que tem como sócias a ExxonMobil (40%) e Galp (20%), foi descoberto em 2012 pela Petrobras e comprado pela Equinor em 2016. Estima-se seus recursos recuperáveis em 2 bilhões de boe.
A sonda West Saturn, no ano passado, recebeu a missão de perfurar para a Equinor, quatro poços no BM-S-8, todos no prospecto de Guanxuma, em lâmina d’´água de 1.991 m. Sendo que um deles, o 1-STAT-10A-SPS, resultou na descoberta de petróleo.

A área de Norte de Carcará, adquirida na 2ª rodada de partilha da produção, em 2017, está sendo perfurada neste momento (poço 3-EQNR-1-SPS) e já foi feita uma descoberta.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)