Brasil investirá 100 milhões de reais comprando navio para base na Antártida

governo comprará navio para substituir Ary Rangel
 

Congresso Nacional aprova verba para compra de navio que ajudará na reconstrução da base brasileira na Antártida

Na semana passada (09-15/12), o Congresso nacional aprovou 13 projetos de crédito, totalizando cerca de 2,24 bilhões de reais do orçamento de 2018 para vários órgão do governo federal e dentre eles, 100 milhões, solicitados pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), ligada ao Ministério da defesa. O valor é para a compra de um navio de apoio á reconstrução da base brasileira na Antártida, as medidas, porém precisam passar pelo crivo presidencial.

A embarcação a ser comprada, substituirá o navio de apoio oceanográfico Ary Rangel nas atividades de pesquisa e apoio logístico á Estação comandante Ferraz (EACF), que forma o Programa Antártico Brasileiro (Proantar). Segundo o governo esse crédito servirá para atender as demandas logísticas na reconstrução da base, além de diminuir seu prazo de execução e assim garantir a continuidade das pesquisas na região antártica.

O incêndio

Em 25 de fevereiro de 2012, a Estação Antártica Comandante Ferraz, foi duramente castigada por um incêndio, causado por uma explosão na sala dos geradores de energia, que destruiu cerca de 70% de suas instalações e matou dois militares, um suboficial e um primeiro-sargento. No momento do incêndio, estavam na estação, 60 pessoas e devido as condições climáticas o combate ao incêndio foi suspenso no dia seguinte, o que agravou o quadro de destruição.

O governo abriu licitação para a reconstrução da estação, porém nenhuma empresa nacional demonstrou interesse e com a retomada das pesquisas em 2014, a Corporação Chinesa de Importações e Exportações Eletrônicas (Ceiec) decidiu construir a nova base brasileira, com área de 4.500 metros quadrados e capacidade para 64 pessoas. Com custo avaliado em cerca de 100 milhões de dólares, a previsão de conclusão das obras era para 2018, mas o cronograma atrasou e estima-se seu fim para 2019 e entrada em operação em 2020.

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Renato Oliveira

Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships