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Brasil bate recorde de exportação de Petróleo em 2018

Renato Oliveira
por
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23-01-2019 14:37:10
em Sem categoria
Petrobras bate recorde BRA06 – CAMPOS (BRASIL), 07/12/04.- Foto de archivo (18/11/03). La estatal brasileña Petrobras revisará al alza sus estimaciones de precios mínimos del petróleo en sus nuevos proyectos de inversión, atendiendo la tendencia mundial de la industria, afirmó hoy, martes 7 de diciembre, el presidente de la empresa José Eduardo Dutra. Estos precios de referencia son usados por las petroleras para calcular la viabilidad de sus nuevas inversiones. En el caso de Petrobras la revisión va a ser incluida en su plan estratégico de 2005 para dar luz verde a nuevos proyectos que están en el límite, explicó el ejecutivo EFE/ARCHIVO/Marcelo Sayão

Ano de 2018 teve números de venda recorde com alta de 13,3% em relação a 2017 e expectativa é que o Brasil se torne um dos 5 maiores exportadores do mundo dentro de oito anos.

Segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior), o Brasil vendeu ao exterior 1,12 milhões de barris por dia, o que representa cerca de 40% de toda a produção do ano. A China (56,5%), os Estados Unidos (11,9%) e o Chile (8,43%) foram nossos maiores compradores.
Estes dados, somados com os da ANP que mostra que, de janeiro a dezembro, o saldo positivo (exportação menos importação) foi de 13% maior que 2017.

A importação se deve ao fato da necessidade do país de comprar uma pequena quantidade de óleo cru, para atender ás especificidades técnicas para o refino, hoje em dia algo em torno de 10% do volume de exportações.
Financeiramente o aumento foi de 51,2%, pois passou de US$ 16,6 bilhões (2017) para US$ 25,1 bilhões (2018), se descontarmos os gastos com a importação a receita líquida foi de US$ 20,1 bilhões, conforme os dados da Secex.

Segundo o superintendente de petróleo da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), ligada ao Ministério de Minas e Energia, Marcos Frederico Farias de Souza, a estimativa é que o Brasil passe do grupo dos 10 maiores exportadores para o seleto grupo dos 5, devido a duplicação da produção de Petróleo no Pré-sal nos próximos oito anos.
“Nossa previsão, pelo ritmo dos projetos que foram mapeados, é uma tendência de que até 2027 a gente vá triplicar as exportações. Vai chegar na faixa de 3,1 milhões de barris por dia”, declarou Farias de Souza.

Foco na infraestrutura

Segundo a Ex-diretora-geral da ANP e consultora da FGV Energia, Magda Chambriard, este aumento da produção e das exportações terão que ser acompanhados pela ampliação de nossa infraestrutura de portos, dutos, tancagem de armazenamento, ou seja tudo que circunda a indústria de petróleo e seus derivados.

Ex-diretora-geral da ANP e consultora da FGV Energia, Magda Chambriard pondera que o Brasil vai precisar se preparar para o futuro com a ampliação de terminais portuários, oleodutos, locais de armazenamento e todo o resto da infraestrutura em torno do negócio do petróleo e dos derivados, ainda mais se aumentarmos o refino.

Necessidade de investimentos no refino

O Brasil bateu o recorde de exportação de óleo cru, mas aumentou a compra, nos últimos 2 anos, de derivados de petróleo (gasolina, diesel, querosene de aviação, GLP e lubrificantes). A estimativa é que para cada barril de óleo cru exportado em 2017, gastava-se US$ 12 (cerca de R$ 45) a mais por barril de derivado importado. Fato que só reforça a necessidade de investimento em refino, hoje nossa capacidade está em torno de 2,4 milhões de barris por dia.

Segundo a EPE, se torna cada vez mais importante viabilizar o Comperj, que tem atualmente 80% das obras concluídas, mas o restante foi paralisado em 2015, com o andamento da Lava Jato. A Petrobras já caminha para retomar os trabalhos neste ano, após um parceria com a chinesa CNODC.

Para Magda Chambriard o Brasil deveria focar no refino, pois temos a demanda do nosso mercado interno de derivados que é o quarto maior do mundo, e o mercado do Petróleo já está estressado com a Opep querendo diminuir a oferta e os EUA querendo aumentar, então poderíamos focar nos nossos investimentos de refino ao invés de adicionar mais “lenha nessa fogueira”.

2019 um ano de muitas definições na indústria petrolífera brasileira ! 

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Renato Oliveira
Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki) inspecionando e acompanhando técnicas de fabricação e montagem de estruturas/tubulações/outfittings(acabamento avançado) para casco de Drillships.