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Uma chuva de meteoros acontecerá esta semana e ninguém no mundo conseguirá vê-la, mas poderão ouvi-la

Publicado em 09/06/2026 às 00:23
Atualizado em 09/06/2026 às 00:26
Assista o vídeoChuva de meteoros Arietídeos atinge o pico nesta semana, mas a luz do Sol impede a observação direta do fenômeno.
Chuva de meteoros Arietídeos atinge o pico nesta semana, mas a luz do Sol impede a observação direta do fenômeno. (imagem meramente ilustrativa)
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Chuva de meteoros Arietídeos atinge o pico nesta semana, mas a luz do Sol impede a observação direta do fenômeno.

Uma chuva de meteoros com características incomuns alcança seu momento de maior atividade na manhã de quarta-feira (10), segundo a plataforma especializada EarthSky.org. Conhecida como Arietídeos, a ocorrência está ativa entre 22 de maio e 3 de julho e se diferencia por ocorrer durante o período diurno, quando a luminosidade solar impede que os meteoros sejam vistos pela maior parte das pessoas. O fenômeno ocorre próximo ao amanhecer e pode ser detectado apenas por métodos específicos, utilizados principalmente por pesquisadores.

Embora as chuvas de meteoros sejam normalmente associadas a observações noturnas, esse evento acontece em uma curta faixa de tempo antes do nascer do Sol. A combinação entre a posição dos meteoros e a intensa claridade do céu faz com que sua visualização direta seja considerada extremamente difícil em qualquer região do planeta.

Por que a chuva de meteoros não pode ser vista a olho nu?

O principal obstáculo para acompanhar os Arietídeos é a presença da luz solar. A atividade acontece aproximadamente entre 45 e 60 minutos antes do amanhecer, período em que o céu já começa a ficar iluminado.

Nessas condições, os meteoros perdem contraste diante do brilho do Sol e se tornam praticamente invisíveis. Além disso, o ponto do céu de onde parecem surgir está localizado próximo ao horizonte leste durante o amanhecer, o que reduz ainda mais as chances de observação.

Chuva de meteoros Arietídeos atinge o pico nesta semana, mas a luz do Sol impede a observação direta do fenômeno.
Chuva de meteoros Arietídeos atinge o pico nesta semana, mas a luz do Sol impede a observação direta do fenômeno. (imagem meramente ilustrativa)

Segundo o Olhar Digital, o radiante da chuva está situado nas proximidades da estrela 41 Arietis, também chamada de Bharani, localizada na constelação de Áries. Como essa região permanece baixa no horizonte, os rastros luminosos tendem a surgir em trajetórias laterais ou quase paralelas à atmosfera terrestre.

Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON), a ocorrência possui mais valor científico do que observacional.

Em declaração sobre o evento, ele afirma: “Ela ocorre durante o dia e não são meteoros que são luminosos o suficiente para serem vistos à luz do dia.”

Zurita também destaca a ausência de registros de meteoros extremamente brilhantes associados a essa chuva. “Então, na verdade, é apenas uma curiosidade. Vai ocorrer uma chuva em que as pessoas não vão conseguir ver em lugar nenhum do mundo”.

Como cientistas detectam a chuva de meteoros?

Apesar da dificuldade para observação visual, existem métodos capazes de identificar a passagem dos meteoros.

Conforme explica Marcelo Zurita, pesquisadores utilizam técnicas ligadas à radioastronomia para registrar a ocorrência. Durante a entrada dos fragmentos na atmosfera, são produzidas trilhas ionizadas que podem refletir ondas de rádio.

Segundo o especialista: “Existe uma forma de se detectar ondas de rádio refletidas nas trilhas ionizadas deixadas por meteoros durante sua passagem atmosférica”.

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Ele acrescenta que esse tipo de monitoramento ainda não é amplamente utilizado no Brasil, embora seja uma ferramenta eficiente para acompanhar fenômenos dessa natureza.

Chuva de meteoros pode ser identificada com rádios simples

Além dos equipamentos científicos, existe uma alternativa mencionada pelo site Space.com que pode ajudar na detecção indireta dos Arietídeos.

A técnica consiste em utilizar rádios FM convencionais ajustados em frequências sem transmissão local. Quando um meteoro atravessa a atmosfera, as trilhas ionizadas podem refletir sinais de rádio, produzindo breves interferências ou pequenos sons captados pelo aparelho.

Para que o método funcione adequadamente, é necessário estar em um local com pouca interferência eletromagnética.

O que são meteoros e por que eles brilham?

Popularmente chamados de estrelas cadentes, os meteoros são fenômenos luminosos produzidos quando pequenos fragmentos de rocha espacial atravessam a atmosfera terrestre em velocidades muito elevadas.

De acordo com Zurita, durante esse processo ocorre uma intensa compressão e aquecimento dos gases atmosféricos à frente do objeto. Como resultado, forma-se uma região de gás ionizado extremamente quente que emite luz por um período muito curto.

Esse brilho pode durar apenas frações de segundo ou, em alguns casos, poucos segundos antes de desaparecer.

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Quando surgem as chuvas de meteoros?

Meteoros podem ser observados frequentemente em qualquer época do ano. Entretanto, as chamadas chuvas de meteoros acontecem quando a Terra atravessa regiões do espaço contendo maior concentração de fragmentos deixados por cometas ou asteroides.

Nessas ocasiões, diversos detritos entram simultaneamente na atmosfera terrestre, aumentando significativamente a quantidade de rastros luminosos observados.

Entre as principais características dos Arietídeos estão:

  • Período de atividade entre 22 de maio e 3 de julho;
  • Pico previsto para a manhã de 10 de junho;
  • Janela de observação de aproximadamente 45 a 60 minutos antes do nascer do Sol;
  • Radiante localizado próximo à estrela 41 Arietis;
  • Fenômeno praticamente invisível a olho nu;
  • Possibilidade de detecção por ondas de rádio.

Com informações do Olhar Digital

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Andriely Medeiros de Araújo

Ensino superior em andamento. Escreve sobre Petróleo, Gás, Energia e temas relacionados para o CPG — Click Petróleo e Gás.

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