8 dos 10 maiores Projetos Offshore da América do Sul serão no Brasil

Projetos Offshore

Em 2019 Brasil vai liderar Projetos Offshore na América do Sul e movimentará cerca de US$ 11 bilhões em contratos, prevê Rystad Energy

A Rystad Energy, Companhia norueguesa de inteligência de petróleo e gás Rystad Energy, divulgou que o Brasil terá neste ano de 2019, oito dos dez maiores projetos offshore da América do Sul que movimentarão cerca de US$ 11 bilhões em contratos.
A quantia envolverá além dos contratos de EPCI (Engenharia, Suprimentos, Construção e Instalação), atividades de manutenção e operações, serviços de poços e commodities, perfuração, subsea e sísmica.

Vale lembrar que a Rystad Energy já havia publicado que 33 FPSO’s (flutuantes de armazenamento e descarga de óleo) deverão estar autorizadas a operar deste ano até 2021 e que 15 deles, necessitariam ter a capacidade de produção acima de 80.000 barris por dia.

Sobre os projetos

O campo de Jubarte é o projeto com potencial para movimentar a maior parte deste montante, ou seja cerca de US$ 2,3 bilhões. O campo começará a produzir em 2022 e faz parte do projeto integrado de Parque das Baleias.
Em 2022 também está previsto o primeiro óleo de Mero 2 (US$ 1,7 bi), que teve recentemente seus serviços de interligação submarina (SURF) contratados à TechnipFMC, seu FPSO ainda está em licitação.

Depois destes projetos, serão desenvolvidos o campo de Búzios V (US$ 1,6 bi), Itapu (US$ 1,4 bi), Revitalização de Marlim 1 (US$ 1,3 bi), Revitalização de Marlim 2 (US$ 1,2 bi), Atlanta (US$ 1,2 bi) e Neon (US$ 350 milhões).
Búzios V é o projeto que deverá produzir óleo mais rápido, com previsão para 2021, inclusive seu FPSO está sendo negociado com a Modec.

Outros dois FPSOs que estão em negociação são os de Marlim 1 e 2 com capacidade para produzir 80 mil bopd e comprimir 7 milhões de m³/d de gás e 70 mil bopd e 4 milhões de m³/d de gás respectivamente e devem começar a produzir em 2022 e 2023.

Em relação ao campo de Itapu, que tem reservas de 1,3 bilhão de barris, a Petrobras ainda não iniciou o processo licitatório para sua plataforma e sua produção está prevista para 2023.

O campo de Atlanta é operado pela QGEP e está em testes via Sistema de Produção Antecipado (SPA) com o FPSO Petrojarl I, com produção de 35 mil barris por dia. A previsão é que, com o sistema definitivo ele passe a produzir 100 mil barris dia.
E , dos grandes projetos offshore para o Brasil, teremos por último, o projeto do campo de Neon, da Karoon, que terá até julho para apresentar a ANP seu plano de desenvolvimento.

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Renato Oliveira

About Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)