2019: Um ano de definições para a Petrobras

2019 ano chave na Petrobras

Ano será marcado por definições importantes na estatal, logo no primeiro ano de mandato do novo governo, e a cessão onerosa está no centro dos debates

A cessão onerosa será o fiel da balança para a Petrobras neste ano que se inicia, e porque não dizer, para o novo presidente da estatal também. muitas definições precisarão ser feitas, mas discutir com o governo de quanto será o valor que o mesmo vai receber, este será o maior desafio do novo presidente da companhia, Roberto Castello Branco. Para muitos, o ano só se inicia para a Petrobras quando o acordo for feito e se souber quanto a companhia terá a receber.

Castello Branco tem outras decisões importantes também a tomar, como por exemplo, se vende as refinarias e se a companhia permanece no setor de petroquímica. A cessão onerosa, porém é um dos temas mais aguardados do ano, pois o acordo, envolve a união que quer saber quanto vai receber pelo leilão dos excedentes da cessão onerosa e assim trabalhar melhor para reduzir o deficit fiscal, meta do novo governo.

Relembrando o caso

Em 2010, a união cedeu à Petrobras o direito de explorar 5 bilhões de barris no pré-sal, só que estudos mostraram que existe mais Petróleo do que isso, e é esse excedente que está sendo negociado, estima-se que um leilão desse excedente pode gerar para os cofres da Petrobras de até 14 Bilhões, e é claro que o governo vai tentar abaixar este valor ao máximo e ficar na expectativa de por quanto vai arrecadar no leilão da cessão onerosa que será realizado após o final desta negociação.

O presidente Castello Branco tem então, até a possibilidade de rever o plano de negócios da empresa para 2019-2023, afinal os desinvestimentos de 2017/2018 não alcançaram a meta de US$ 21 bilhões, alguns em função do impedimento, por exemplo, da venda da Transportadora Associada de Gás (TAG), devido a liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) que proibia a venda de estatais e suas subsidiárias sem o aval do Congresso, que por sinal já foi derrubada.

Pressionada pela ANP, A Petrobras não terá mais o controle do tempo para desinvestimentos, a agência deu o prazo até junho para que a empresa conclua as negociações em andamento, por exemplo, dos campos terrestres e em águas rasas. A Petrobras pediu mais prazo e a ANP estuda a questão.

Espera-se para 2019 um aumento na produção de petróleo na ordem de 13%, em torno de 2,3 milhões de barris/dia, graças a entrada em operação de 4 novas plataformas, mas enfrentará um ambiente extremamente desfavorável, pois segundo a agência de Administração de Informações de Energia dos Estados Unidos (EIA, na sigla em inglês), o preço médio do Brent deve fechar 2019 a US$ 60,5 o barril, abaixo dos US$ 71 de 2018.

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Sobre Renato Oliveira

Engenheiro de Produção com pós-graduação em Fabricação e montagem de tubulações com 30 anos de experiência em inspeção/fabricacão/montagem de tubulações/testes/Planejamento e PCP e comissionamento na construção naval/offshore (conversão de cascos FPSO's e módulos de topsides) nos maiores estaleiros nacionais e 2 anos em estaleiro japonês (Kawasaki)